UOL EconomiaUOL Economia
UOL BUSCA

19/12/2006 - 16h32

Caged aponta geração de 32.579 postos formais no país em novembro

BRASÍLIA - O aumento do consumo diante das festas de fim de ano permitiu um ligeiro aumento na geração de postos de trabalho formais no Brasil em novembro. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, a criação de empregos com carteira assinada excedeu os desligamentos em 32.579 casos. A evolução em relação ao mês anterior, de 0,12%, foi menor do que a taxa de 0,47% vista entre setembro e outubro, quando os 129.795 postos criados se aproximaram da marca histórica de 130.159 registrada em outubro de 2004.

Em relação ao estoque de novembro de 2005, a alta é de 0,05%. No ano, o crescimento acumulado atinge 5,93%, com a criação de 1.546.179 postos de trabalho entre janeiro e novembro. No doze meses encerrados em novembro, o acréscimo foi de 4,78%, com 1.259.460 novas vagas.

Se por um lado o aumento do consumo nos setores de Comércio e Serviços influenciou a alta, por outro a desaceleração da Indústria de Transformação, Agricultura e Construção Civil contrabalançou a equação. Esses setores foram abalados pela entressafra no centro sul do país (cana de açúcar, café e laranja) e pelo período de chuvas. "Vale ressaltar que a redução sazonal de postos de trabalho celetistas ocorridos em 2006 na Agricultura e na Indústria de Transformação foi menor que a verificada em idêntico mês do ano anterior (-57.088 postos na Agricultura e -44.815 postos na Indústria de Transformação)", diz o Ministério do Trabalho, em nota.

O Comércio liderou com a geração de 87.427 postos de trabalho (+1,46%), o melhor resultado para meses de novembro na série do Caged. O ramo de Serviços foi responsável pela criação de 36.618 empregos (+0,32%).

Por outro lado, a Agricultura apresentou decréscimo de 50.757 postos de trabalho (-3,86%), enquanto a Indústria de Transformação viu uma baixa de 26.831 vagas (-0,41%). A Construção Civil, por sua vez, apresentou uma redução de 10.490 vagas, o correspondente a uma baixa de 0,81%.

Na base anual, registra-se um aumento de 104.397 vagas formais na Agricultura entre janeiro e novembro de 2006, superando os 89.807 empregos gerados em 2005. O mesmo ocorreu na Indústria de Transformação que, em 2006, gerou 365.615 postos e, em 2005, criou 280.820 vagas.

Entre janeiro e novembro de 2006, a Construção Civil adicionou 121.642 empregos celetistas - o maior saldo para o período. A cifra supera a obtida um ano antes, de 115.391.

Em contrapartida, os setores de Comércio e Serviços ao responderam pelo incremento de 319.425 e 588.561 postos de trabalho, respectivamente, evidenciando desempenho mais modesto em relação aos 11 meses iniciais de 2005, quando criaram 375.943 e 617.105 postos.

Em novembro, a região Sul apontou o melhor resultado, com 34.317 postos abertos e alta de 0,74% sobre outubro. No Nordeste, foram gerados 17.155 empregos formais (+0,42%), seguido da região Norte (2.097 postos ou alta de 0,19%). Com taxas negativas, o Sudeste aparece com enxugamento de 9.644 postos ou queda de 0,06%, enquanto o Centro-Oeste mostra redução de 11.346 vagas (-0,58%).

(Valor Online)

Shopping UOL