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26/03/2007 - 10h29

Bovespa opera em alta, aos 45.709 pontos; dólar recua a R$ 2,059

Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo operava no início desta manhã em alta. Às 10h16, o Ibovespa, principal indicador do mercado, subia 0,39%, aos 45.709 pontos e volume financeiro de R$ 51 milhões.

As ações PN da Petrobras estavam entre as maiores altas do dia, com +0,72%, refletindo a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional em razão do aumento das tensões em relação ao Irã, um dos maiores produtores da commodity no mundo.

O dólar comercial recuava nos primeiros negócios do dia, e, às 10h15, a cotação de venda da moeda americana estava em R$ 2,059, baixa de 0,15% em relação ao fechamento de sexta-feira.

A última semana de março começa com poucos eventos relevantes, mas a tensão deve aumentar nos próximos dias, em especial na quarta-feira e na sexta-feira, quando as agendas incluem o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed) e um importante indicador de inflação nos Estados Unidos, respectivamente.

Dados norte-americanos do setor imobiliário, entre outros, também devem desviar o foco de atenção dos investidores da pauta local, que inclui índices de preços, PIB, reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), dados fiscais do governo e número da indústria nacional, entre outros.

Nesta segunda-feira, os agentes analisam os indicadores semanais da balança comercial e as últimas projeções do mercado financeiro apuradas pela pesquisa do Banco Central (BC) em relação à inflação, juros, crescimento, entre outras.

No exterior, o destaque fica para as vendas de imóveis novos nos Estados Unidos de fevereiro, às 11h (horário de Brasília). A estimativa de muitos analistas é de um crescimento de 8% nesta atividade —considerando a taxa anual dessazonalizada—, com a comercialização de 1,01 milhão de imóveis, após registrar o menor nível em quatro anos em janeiro, com 937 mil unidades.

A semana, porém, promete divulgações interessantes do ponto de vista econômico, em especial nos Estados Unidos, com indicadores sobre as principais questões que têm gerado volatilidade nos negócios, como inflação, setor imobiliário, confiança do consumidor, entre outros.

O discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, na quarta-feira, deve centralizar a atenção dos investidores no mundo inteiro. A expectativa é de que presidente do banco central dos EUA, em seu pronunciamento no Congresso norte-americano, explique a divergência nos últimos indicadores e indique uma direção mais clara sobre o rumo daquela economia.

Vale citar que o discurso ocorre antes da divulgação da ata referente à última decisão da autoridade monetária dos EUA sobre os juros naquele país. Bernanke volta a falar na sexta-feira, em conferência em Washington.

É também no último pregão da semana que estão os números mais aguardados pelos investidores. O principal deles é o comportamento do núcleo do índice de preços dos gastos com consumo dos norte-americanos (sem alimentos e energia), que na sigla em inglês fica PCE, a ser divulgado com os dados de gasto e renda dos consumidores dos EUA.

O dado é monitorado de perto pelo Fed como indicador de inflação no varejo. Muitos economistas prevêem um acréscimo de 0,3% nesse indicador, com uma alta de 2,4% no acumulado de 12 meses. Vale citar que o Fed considera como confortável uma inflação de 1% a 2%.

No Brasil, indicadores de inflação, como o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) de março, na quarta-feira, dividem o foco dos agentes com o resultado fiscal do governo federal, o relatório trimestral do Banco Central sobre inflação e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Os investidores também devem repercutir a revisão do resultado do PIB nacional em 2006, após aplicação da nova metodologia de apuração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados sobre a confiança do consumidor e do empresariado também serão monitorados.

(Com informações do Valor Online)

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