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23/08/2007 - 09h28

Para Gustavo Franco, ações do Fed evitam que crise atinja a economia popular

CAMPOS DO JORDÃO - O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco acredita que o apoio que os bancos centrais mundiais estão dando para o sistema financeiro não deve ser visto como uma ajuda para aqueles que exageraram em operações arriscadas.

Para ele, ao dar liquidez ao mercado com injeção de recursos no money market (segmento de empréstimos entre os bancos com prazo inferior a um ano) e reduzir a taxa de redesconto, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) evita que a crise atinja a maior parte da população, da chamada economia popular.

Franco diz que é importante ficar claro que quem correu risco é que está perdendo até agora e que este investidor não deve ser "salvo" pelo Fed. Segundo o ex-presidente do BC, "é claro que a volatilidade preocupa". "A queda da Bolsa assusta o pequeno investidor, o que não é bom, mas esse movimento é passageiro", afirmou Franco, que é sócio da Rio Bravo Investimentos.

O ex-presidente do BC participou ontem à noite da abertura do Congresso Internacional de Derivativos e Mercado Financeiro, organizado pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F).

(Fernando Torres | Valor Online)





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