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23/08/2007 - 09h53

Para Phelps, medidas do Fed serão suficientes para acabar só com "sintomas" da crise

CAMPOS DO JORDÃO - Edmund Phelps, prêmio Nobel de Economia, acredita que as medidas que têm sido tomadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para lidar com a crise no mercado de crédito serão suficientes para "pôr um fim nos sintomas" do problema atual, que está travando os empréstimos. "Cuidando dos sintomas, você tira o paciente de perigo", disse o economista.

No entanto, passado o momento de maior tensão, Phelps acredita que é preciso atacar as causas do problema presente, com algumas ações que devem ser tomadas no campo regulatório, para evitar que a atual crise se repita no futuro.

Sem entrar em detalhes de que ações poderiam ser estas, o economista afirmou que um fatores a ser observado é o de que algumas instituições captam recursos no curto prazo e emprestam no longo prazo. "Em um momento que as coisas pioram, elas podem ter problemas e correm o risco de ficarem insolventes", afirmou Phelps, que participou ontem à noite da abertura do Congresso Internacional de Derivativos e Mercado Financeiro, organizado pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F).

Para ele, é evidente que a turbulência financeira "terá consequências na economia real", mas, passado o susto da última semana, quando os mercados financeiros enfrentaram volatilidade significativa, a tendência mais provável é que a economia real volte à normalidade em breve. "Não são sete dias de problema no mercado de crédito que vão mudar todo o cenário", disse.

Em relação à possibilidade do Fed reduzir a taxa básica juros dos Estados Unidos, ele disse que "pode ser que isso seja necessário" para que o mercado de crédito volte a funcionar normalmente.

(Fernando Torres | Valor Online)



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