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07/03/2006 - 16h54
Número de estudantes brasileiros cai nos EUA, mas busca por "high school" segue em alta
Da Redação
Em São Paulo
Princeton University/ Divulgação
Alunos se reúnem em Princeton, uma das universidades mais renomadas dos EUA
Tradicionalmente reconhecidos pela qualidade de ensino, os Estados Unidos continuam, em 2005, despencando no ranking de preferência dos brasileiros que desejam concluir os estudos fora do país.

Segundo a embaixada do país em Brasília, em 2004 foram expedidos 7.033 vistos para estudantes do Brasil. O número é 6,6% menor em relação ao ano anterior, quando foram liberados 7.499.

Os dados da Embaixada mostram que a redução do número de estudantes brasileiros nos EUA tem sido constante desde o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, quando cerca de 2.500 pessoas foram mortas no World Trade Center. Neste ano foram expedidos 13.001. Em 2002, o país concedeu 8.762 autorizações.

Ensino Médio
Apesar da redução na demanda, os EUA ainda lideram o ranking de preferência dos brasileiros interessados em concluir o ensino médio (high school) fora do país.

O motivo é o incentivo dado pelo governo norte-americano, que oferece bolsas gratuitas aos estudantes estrangeiros em escolas públicas.

"Além disso, as famílias recebem os jovens gratuitamente, em suas casas. Em outros países, tanto as escolas quanto as casas de hospedagem (homestay) são cobradas", diz Cristina Saito, responsável pelas operações de "high School" e cursos de inglês da STB (Student Travel Bureau).

Para seguir aos Estados Unidos em busca do curso, o estudante precisa desembolsar cerca de US$ 4.000 para cobrir despesas com escritórios de advocacia e documentação de entrada no país e ainda é preciso pagar alimentação e lazer. "E isso não é barato, considerando-se o padrão médio do brasileiro", disse Saito.

Líder em "High School", o país perde atualmente para o Canadá na preferência por cursos de inglês. Nesse caso, os custos são mais altos do que no país vizinho, onde a moeda apresenta menor valor de face em relação ao dólar americano e onde os brasileiros não precisam de visto especial para estudar por até seis meses.

Cursos
Outro nível de ensino bastante visado pelos brasileiros que escolhem os EUA como destino é o superior. O país é pródigo em boas universidades, a exemplo de Harvard, Berkeley, Stanford, Princeton, Columbia, Yale, MIT (Massachusetts Institute of Technology), Johns Hopkins e Duke University.

Suas instituições ganharam fama por colecionar êxitos em pesquisas de relevância internacional, excelência no ensino, renomados professores e também por formar importantes chefes de Estado (presidentes, primeiros-ministros), escritores, cientistas, cineastas e dezenas de ganhadores de prêmios Nobel.

Com todo esse currículo, não é preciso dizer que custa caro fazer graduação ou pós-graduação nos Estados Unidos. Sem subsídio governamental, os estudantes precisam dispor de pelo menos US$ 40 mil anuais para pagar curso, hospedagem, alimentação e transporte.

Cultura e comportamento
Sentimentos antiamericanos à parte, os EUA apresentam um estilo de vida familiar ao brasileiro. O país é produtor de praticamente todas as marcas de roupas e tênis da moda.

Mesmo os estudantes que rejeitam o consumo de grifes não conseguem fugir do apelo industrail norte-americano. Nos bares e restaurantes brasileiros, a Coca-cola é item indispensável. Nas grandes cidades, os sanduíches do McDonald's são mais vendidos do que quitutes típicos, como o acarajé (Bahia) e o tacacá (região norte do país).

Ao escolher os EUA como destino é preciso ter em mente que seus habitantes são, de um modo geral, pouco flexíveis. "Jeitinho brasileiro" é definitivamente algo que o norte-americano não entende. Se o cardápio diz "carne com fritas" e "frango com arroz", não adianta pedir "carne com arroz. O norte-americano típico vai dizer que esse prato não faz parte do menu.

Em seu favor, há o fato de que os norte-americanos são descontraídos e esportivos. Nem sempre se entendem suas piadas e brincadeiras, mas eles têm bom humor. No trabalho, costumam ser competitivos e reservados. O ideal do americano médio é ser "o melhor" e obter um sucesso profissional que renda o suficiente para comprar uma boa casa, um carro esporte grande e uma lancha para passear nos canais da Flórida aos finais de semana.

Ao entrar nos EUA para estudar, é bom evitar muxoxos, caretas e críticas ao comportamento das pessoas. Deve-se respeitar as diferenças culturais e aprender com elas. Ao final do curso, mais do que o idioma, o estudante terá aprendido a conviver com adversidades.

O país é formado por 50 Estados e o distrito de Colúmbia. Seu idioma oficial é o inglês, a moeda é o dólar americano e a capital, Washington.

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