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25/10/2007 - 00h01
País é líder na procura por programas de "high school"
Da redação
Em São Paulo

David L. Ryan/The Boston Globe

Harvard Business School, em Cambridge, é meta dos executivos

Harvard Business School, em Cambridge, é meta dos executivos

Tradicionalmente reconhecidos pela qualidade de ensino, os Estados Unidos continuam despencando no ranking de preferência dos brasileiros que desejam estudar fora do país. Segundo a embaixada do país em Brasília, em 2006, foram expedidos 5.881 vistos para estudantes do Brasil. O número é apenas 0,1% maior em relação ao ano anterior, quando foram liberados 5.831, mas 108% menor se comparado a 2000 -época em que o país mantinha o posto de líder.

Os dados da embaixada mostram que a redução do número de brasileiros nos EUA tem sido constante desde o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, quando cerca de 2.500 pessoas foram mortas no World Trade Center. Neste ano, foram expedidos 12.176 vistos. "Além do medo de um novo ataque e do endurecimento das normas de imigração, a descoberta de destinos alternativos -com câmbios mais favoráveis, custos de vida mais baixos e fácil acesso- contribuiu com essa situação", o diretor financeiro da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), associação de agências de intercâmbio, César Bastos.

Apesar da redução na demanda, os EUA ainda estão no topo da lista dos brasileiros que querem cursar o ensino médio (high school) no exterior. O motivo é o incentivo dado pelo governo norte-americano, que oferece bolsas integrais aos estudantes estrangeiros em escolas públicas. "Além disso, as famílias recebem os jovens gratuitamente, em suas casas. Em outros países, tanto as escolas quanto a hospedagem são cobradas", diz Cristina Saito, responsável pelas operações de "high school" e cursos de inglês da STB (Student Travel Bureau).

Apesar de os programas de ensino médio serem inteiramente gratuitos, os brasileiros precisam desembolsar cerca de US$ 4.000 para cobrir despesas com escritórios de advocacia e documentação de entrada no país. Além disso, é preciso preparar o bolso para os gastos com alimentação e lazer, que não são baratos, considerando-se o padrão médio do estudante brasileiro.

Outro nível de ensino bastante visado pelos brasileiros que escolhem os EUA como destino é o superior. O país têm grande lista de boas universidades, a exemplo de Harvard, Berkeley, Stanford, Princeton, Columbia, Yale, MIT (Massachusetts Institute of Technology), Johns Hopkins e Duke University. De acordo com uma pesquisa do Instituto Internacional de Educação, 7.009 brasileiros estavam em território norte-americano cursando a graduação, a pós-graduação ou a especialização, em 2006.

As instituições do país ganharam fama por colecionar êxitos em pesquisas de relevância internacional, excelência no ensino, renomados professores e também por formar importantes chefes de Estado (presidentes, primeiros-ministros), escritores, cientistas, cineastas e dezenas de ganhadores de prêmios Nobel. As áreas em evidência no país são administração, engenharia, ciências físicas, biologia, matemática e ciências da computação.

Com todo esse currículo, não é preciso dizer que custa caro fazer graduação ou pós-graduação nos Estados Unidos. Sem subsídio governamental, os estudantes precisam dispor de pelo menos US$ 40 mil anuais para pagar curso, hospedagem, alimentação e transporte.

Mas quando o assunto é curso de idioma, o país perde a preferência dos estudantes para o Canadá. Nesse caso, os custos são mais altos do que no país vizinho, onde a moeda apresenta menor valor em relação ao dólar americano e onde os brasileiros não precisam de visto especial para estudar por até seis meses.

Cultura e comportamento
Sentimentos antiamericanos à parte, os EUA apresentam um estilo de vida familiar ao brasileiro. Das grifes de roupas às redes de fast-food, os produtos norte-americanos fazem parte do dia-a-dia dos jovens brasileiros (e de boa parte do mundo).

Ao escolher os EUA como destino é preciso ter em mente que seus habitantes são, de um modo geral, pouco flexíveis. "Jeitinho brasileiro" é definitivamente algo que o norte-americano não entende. Se o cardápio diz "carne com fritas" e "frango com arroz", não adianta pedir "carne com arroz". O norte-americano típico vai dizer que esse prato não faz parte do menu.

Em seu favor, há o fato de que os norte-americanos são descontraídos e esportivos. Nem sempre se entendem suas piadas e brincadeiras, mas eles têm bom humor. No trabalho, costumam ser competitivos e reservados. O ideal do americano é ser "o melhor" e obter um sucesso profissional que renda o suficiente para comprar uma boa casa, um carro esporte grande e uma lancha para passear nos canais da Flórida aos fins de semana.

Ao entrar nos EUA para estudar, é bom evitar caretas e críticas ao comportamento das pessoas. Devem-se respeitar as diferenças culturais e aprender com elas. Ao fim do curso, mais do que o idioma, o estudante terá aprendido a conviver com adversidades.

O país é formado por 50 Estados e o distrito de Colúmbia. Seu idioma oficial é o inglês, a moeda é o dólar americano e a capital, Washington.

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