26/04/2007 - 16h25
Na UFPR, cotistas do ensino público têm o melhor desempenho
Da redação Em São Paulo
Na UFPR (Universidade Federal do Paraná), os alunos que ingressaram pelo sistema de cotas para estudantes têm melhor desempenho acadêmico do que os não-cotistas. Mas os que tiveram os benefícios das cotas raciais apresentam rendimento pior do que os alunos regulares -- exceto na evasão.
Os dados do levantamento, realizado pela Pró-Reitoria de Graduação e pela Comissão de Acompanhamento de Cotistas da universidade, foram divulgados nesta quinta (26) e tiveram como base os anos de 2005 e 2006. No processo do vestibular, 20% do total de vagas são reservadas aos cotistas raciais e 20% para os estudantes de escolas públicas. A nota média dos alunos vindos de escolas públicas é 63, enquanto a dos não-cotistas é de 61. Os estudantes que ingressaram por cotas raciais têm nota menor: 56. No IRA (Índice de Rendimento Acadêmico), a taxa dos cotistas da escola pública é de 63. A dos não-cotistas é de 62, mas os estudantes das reservas de vagas por raças caem dez pontos: índice de 53. O indicador -- que vai até 100 -- é obtido pela combinação de diversos fatores, como freqüência escolar e notas.
Ainda segundo a pesquisa, 77% do alunos não-cotistas concluem as disciplinas obrigatórias no primeiro ano de curso; entre os cotistas da escola pública, a taxa é de 78%; e entre os alunos das cotas raciais, 70%.
Já na evasão após dois anos de curso, os alunos das cotas raciais têm o menor índice, de 4%, seguido pelos cotistas da rede pública (6%). Os alunos que não usaram os benefícios apresentam índice de 11,6%. No critério "conclusão dos períodos (semestres ou anos) do curso dentro do prazo" os estudantes das vagas destinadas à escola pública também lideram: taxa de 52%. Os não-cotistas têm índice de 49%, e os das cotas raciais, 39%.
"Nos quesitos nota e IRA, o cotista social [de escola pública] se sai ainda melhor. O que para nós é até uma surpresa, tendo em vista que o desempenho dele no vestibular fica um pouco abaixo", disse a professora Rosana de Albuquerque Sá Brito, pró-reitora de graduação, durante o anúncio da pesquisa.
"Ficamos satisfeitos com o resultado das pesquisas porque vimos que nosso plano de metas tem sentido e que os temores de que os alunos cotistas pudessem não acompanhar os cursos não se comprovaram",
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