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16/05/2007 - 12h54
USP deve entrar na Justiça contra estudantes, que planejam greve

Juliana Doretto
Em São Paulo


Diego Padgurschi/Folha Imagem

Aspecto externo da Reitoria da USP nesta terça-feira (15)

Aspecto externo da Reitoria da USP nesta terça-feira (15)

A USP (Universidade de São Paulo) deverá tomar medidas judiciais contra os estudantes que ocupam a Reitoria desde o último 3. A reitora, Suely Vilela, participou de reunião sobre o tema com a assessoria jurídica da USP e alguns professores na noite desta terça (15). O resultado do encontro ainda não foi divulgado.

A Reitoria, em nota à imprensa, havia estipulado as 16h da terça como prazo final para que os estudantes saíssem do prédio, avisando que as negociações avançariam somente com o fim do protesto. Mas os universitários mantiveram a ocupação, e estão se revezando no prédio em turnos de 24 horas.

Durante esta quarta-feira, ocorrerão assembléias de estudantes, professores e funcionários na três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp), as quais podem dar início a greves nas instituições. Na USP, uma paralisação dos funcionários, decidida há uma semana, já está em curso.

Assim como a ocupação, as paralisações querem protestar contra decretos do governador José Serra (PSDB), que supostamente ameaçariam a autonomia universitária.

Na segunda, os reitores das três universidades paulistas divulgaram comunicado em que afirmam não considerar que a autonomia das instituições esteja em risco. Os estudantes afirmaram que só comentarão o assunto novamente depois de uma nova assembléia geral, marcada para as 18h desta quarta (16).

Além de protestarem contra a suposta quebra de autonomia, os universitários exigem a contratação de mais professores, a substituição imediata dos docentes que se aposentam, e algumas reformas em prédios de determinadas faculdades. A reitora da USP, Suely Vilela, fez contrapropostas, mas os estudantes não as aceitaram.

Além disso, os universitários dizem que as negociações sobre a quantidade de moradias no Crusp (Conjunto Residencial da USP) avançou, mas o número estaria muito abaixo das 594 vagas exigidas por eles.

Boletim
A USP também anunciou que vai registrar um boletim de ocorrência pela distribuição indevida de documentos que estavam na Reitoria da universidade.

A assessoria de imprensa da USP ressaltou que não está acusando ninguém. Os documentos tratariam de assuntos pessoais de professores e funcionários.

Com informações da Agência Estado



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