18/05/2007 - 12h05
PM marca reunião na 2ª para negociar desocupação na USP
Da redação Em São Paulo*
O comando da Polícia Militar de São Paulo vai se reunir na manhã de segunda-feira (21), às 10h, na sede do Comando de Policiamento de Choque (bairro da Luz), para preparar a reintegração de posse do prédio da Reitoria da USP, ocupada por estudantes desde o último dia 3 de maio. A ação será em cumprimento a ordem judicial deferida pelo juiz da 13º Vara da Fazenda Pública, Jayme Martins de Oliveira Neto, caso os alunos não desocupem as instalações antes do encontro.
Devem participar da reunião o comandante do policiamento de choque, coronel Joviano Conceição Lima, e representantes do movimento dos alunos e do Grupo de Laboratório de Intolerância da USP, formado por professores. Até o início da noite desta sexta (18), no entanto, havia confusão quanto à certeza da ida de alunos ao encontro com os policiais.
Pela Reitoria da universidade, até esta sexta estavam designados para participar os professores João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito; João Cyro André, da Escola Politécnica e diretor da Coordenadoria do Espaço Físico da USP; e Alberto Carlos Amadio, da Escola de Educação Física e Esporte e chefe de gabinete da Reitora.
A informação sobre a reunião é da assessoria de imprensa da PM, que enviou um comunicado aos veículos de comunicação convidando os jornalistas para acompanharem o encontro.
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Reintegração de posse Os estudantes receberam a ordem judicial para desocupação imeditada do local no final da tarde de quarta (16), mas continuam no prédio.
Há, de acordo com os alunos, cerca de 300 pessoas na Reitoria, que se revezam em turnos de 24 horas. Os universitários querem que a USP se posicione publicamente contra decretos do governador José Serra, que, para eles, ferem a autonomia universitária. Na quarta (16), os funcionários e os estudantes da universidade decidiram entrar em greve, contra as medidas do governador e em apoio à ocupação. Nesta sexta (18), não está programada uma nova rodada de negociações entre os grevistas e a universidade.
Os universitários também exigem a contratação de mais professores, e a Reitoria divulgou na quarta que 1.900 docentes serão contratados. Pedem ainda a substituição imediata dos professores que se aposentam, construção de mais moradias universitárias e uma reforma e faculdades. A reitora da USP, Suely Vilela, fez contrapropostas, mas os estudantes não as aceitaram.
Atualizada às 14h34
Atualizada às 19h
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