UOL EducaçãoUOL Educação
UOL BUSCA

21/05/2007 - 09h34
Estudantes da USP decidem não participar de reunião com a PM

Da redação
Em São Paulo


Os estudantes que ocupam o prédio da Reitoria da USP desde o último dia 3 de maio decidiram não participar da reunião das 10h desta segunda-feira (21), marcada pela PM (Polícia Militar) de São Paulo, com o objetivo de discutir a desocupação das instalações da universidade. Segundo os alunos, uma comissão jurídica irá representá-los no encontro, quando será lido um comunicado.

A reunião acontece na sede do Comando de Policiamento de Choque, no centro da capital. Pela PM, devem participar da reunião o comandante do policiamento de choque, coronel Joviano Conceição Lima. Pela Reitoria da USP, estavam designados até sexta-feira os professores João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito; João Cyro André, da Escola Politécnica e diretor da Coordenadoria do Espaço Físico da USP; e Alberto Carlos Amadio, da Escola de Educação Física e Esporte e chefe de gabinete da Reitora. O UOL Educação tentou contato com a assessoria de imprensa da universidade para a confirmação destes nomes, mas não obteve êxito.

Os alunos também informaram que uma comissão de negociação dos estudantes e dos funcionários -- em greve desde o dia 16, a reitora Suely Vilela e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se reúnem nesta segunda na Escola Politécnica da USP para tentar solucionar o impasse, que entra no 18º dia.

Para às 14h, os manifestantes preparam um ato em frente ao prédio da Reitoria contra a violência no campus, caso haja intervenção policial.

Cerca de 500 alunos se revezam, em turnos, na ocupação da reitoria. Mesmo após o pedido de reintegração de posse e a determinação da Justiça para a desocupação imediata do prédio na última quarta-feira (16), os alunos permanecem no local.

  • Cruesp divulga nota condenando ocupação
  • Universitários invadem Torre do Relógio
  • Manifestação na Assembléia reúne estudantes e funcionários
  • Em carta, secretário da Fazenda reafirma autonomia
  • Leia nota oficial da USP sobre a desocupação

    Entenda o conflito
    Os universitários afirmam que invadiram a Reitoria no dia 3 por não terem conseguido marcar uma reunião com a reitora da USP, Suely Vilela. Eles querem que a USP se posicione publicamente contra decretos do governador José Serra, que, para eles, ferem a autonomia universitária.

    Na segunda (14), os reitores das três universidades paulistas (além da USP, Unesp e Unicamp) divulgaram comunicado em que não consideram que a autonomia das instituições esteja em risco.

    Na quarta (16), os funcionários e os estudantes da universidade decidiram entrar em greve contra as medidas do governador e em apoio à ocupação. O sindicato dos professores (Adusp) tem uma paralisação marcada para a quarta-feira (23) e decidirá se adere ou não à greve.

    Os universitários também exigem a contratação de mais professores -- a Reitoria divulgou na quarta que 1.900 docentes serão contratados -- e pedem ainda a substituição imediata dos professores que se aposentam, construção de mais moradias universitárias e uma reforma em diversas faculdades.

    A reitora da USP, Suely Vilela, fez contrapropostas, mas os estudantes não as aceitaram.



  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    25/03/2008

    16h27- "Salário de professor só aumenta em ano eleitoral", diz ministro

    16h19- Acordo ortográfico não tem obstáculo na CPLP, diz Portugal

    15h26- Ministro da Educação diz que só um sexto dos alunos chegará à universidade

    15h05- Começa sabatina com ministro da Educação Fernando Haddad

    12h54- UOL transmite sabatina com ministro da Educação às 15h

    12h33- Como a Finlândia fez para ter as melhores escolas do mundo

    11h00- MEC classifica 37 municípios como modelos de ensino público

    10h52- Cinco pés de maconha são achados em campus da UFSC

    10h17- Federal da Paraíba recebe inscrições para vagas remanescentes

    09h23- Governo investiga receita de sucesso no ensino de 37 cidades

    ÍNDICE DE NOTÍCIAS