22/05/2007 - 14h09
Estudantes e funcionários explicam por que são contra os decretos
Da redação Em São Paulo
Para os estudantes que ocupam a Reitoria da USP (Universidade de São Paulo), os decretos assinados pelo governador José Serra em janeiro deste ano ferem a autonomia das universidades estaduais paulistas.
Carlos Gimenes, um dos representantes dos estudantes, explica à Agência Brasil que os decretos fazem com que as verbas a serem remanejadas dentro das universidades tenham que passar pelo crivo do governo estadual.
"Suponhamos que haja uma necessidade emergencial no Hospital Universitário para que se faça uma aquisição de mais medicamentos. Essa aquisição só pode acontecer se o governo estadual autorizar. A decisão vai ter que passar por todos os trâmites burocráticos. Até lá, quantas pessoas terão morrido?", indaga Gimenes.
Outra queixa apresentada pelos estudantes em relação aos decretos é a de que eles "fragmentariam e separariam" o ensino no Estado. Para Gimenes, os decretos separariam administrativamente o ensino superior das escolas técnicas como as Fatecs (Facudades de Tecnologia) e os Centros Paula Souza.
A diretora do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Neli Wada, disse que a greve dos funcionários da USP, iniciada no dia 16 de maio, teve nesta segunda-feira a adesão de 80% do total de 15.457 funcionários.
Os funcionários, segundo ela, também estariam insatisfeitos com os decretos do governo paulista que tocam na autonomia universitária. Além da revogação dos decretos do governador José Serra, os funcionários pedem aumento salarial, a reforma do Centro de Saúde Escola Butantã e o aumento e a manutenção do auxílio-alimentação, entre outros. Os funcionários também apóiam a ocupação dos estudantes.
"A nossa reivindicação é salarial e de diversos outros itens, como a contratação de funcionários, mas ela também é uma reivindicação conjunta com os estudantes. O eixo principal é a derrubada dos decretos do Serra", afirmou Wada.
Com informações da Agência Brasil
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