22/05/2007 - 17h04
Reitora da USP está reunida com estudantes e funcionários
Da redação Em São Paulo
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Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem
Cadeiras e móveis barram a entrada de alunos na Física
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A reitora da USP (Universidade de São Paulo), Suely Vilela, convocou os funcionários e os alunos para uma reunião de emergência, que acontece neste momento. O evento está ocorrendo em um prédio da Escola Politécnica e não tem a presença da PM (Polícia Militar). O objetivo é tentar mais uma solução para a invasão do prédio da Reitoria, que permanece ocupado por estudantes -- e agora também por funcionários -- há 19 dias.
A reitora tem também uma reunião marcada com a PM, que deve acontecer após o encontro com os estudantes, ainda nesta terça.
Os universitários invadiram a Reitoria no dia 3 de maio por não terem conseguido marcar uma reunião com a reitora da USP, Suely Vilela. Eles querem que a USP se posicione publicamente contra decretos do governador José Serra, que, para eles, ferem a autonomia universitária. Pedem ainda construção de mais moradias, contratação de professores e reformas das unidades.
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Sem acordo Em reunião na segunda-feira, que contou com a participação de cerca de 30 estudantes, da reitora Suely Vilela e do senador Eduardo Suplicy, a reitora havia dado o prazo de 0h desta terça-feira para que os alunos desocupassem o prédio, o que não foi feito. Veja documento sobre a reunião.
Assembléias O movimento emitiu uma nota no blog da ocupação nesta terça-feira em que reafirma a decisão de permanência no prédio após plenária realizada na noite de segunda (21), com a presença de cerca de 800 estudantes.
Segundo a nota, "a proposta reiterada pela Reitora na reunião continua sendo insuficiente" e "haverá uma assembléia geral dos estudantes, hoje às 18h, em frente ao prédio da Reitoria."
O comunicado cita também que o professor Dalmo Dallari, da Faculdade de Direito da USP, garantiu que não há previsão de ação policial nesta terça-feira.
Também está na pauta dos estudantes na manhã desta terça uma reunião com a presidente do Condeph (Conselho Estadual da Defesa da Pessoa Humana), Rose Nogueira, e um ato no prédio da Letras da USP, em que os participantes vestirão preto em sinal de luto frente os decretos do governo Serra.
Ainda nesta terça, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo) realizou uma reunião dos funcionários da USP, em greve desde a última quarta-feira (16), em frente o prédio da Reitoria. Nesta terça, o sindicato informou que os funcionários da USP Leste e de Bauru aderiram à greve.
Já os professores da USP podem entrar em greve a partir desta quarta-feira (23), segundo informações do presidente da Adusp (Associação dos Docentes da USP), professor Cesar Minto.
Com informações da Agência Brasil
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