23/05/2007 - 19h02
Apeoesp faz assembléia, mas não inicia greve
Da redação Em São Paulo
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Vidal Cavalcante/AE
Confronto entre manifestantes e policiais à porta da Assembléia
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Após terem realizado assembléia na manhã desta quarta (23), no vão livre do Masp, em São Paulo, os professores da rede estadual de São Paulo decidiram não entrar em greve, mas manter a mobilização. Estavam no ato, segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), cerca de 4.000 docentes.
Neste momento, os professores -- e outros servidores estaduais, entre eles, os das universidades estaduais paulistas (Unicamp, Unesp e USP) -- fazem vigília na Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo) para não permitir a votação do PLC 30/5 (Projeto de Lei Complementar), de autoria do ex-governador Geraldo Alckmin, que cria o Fundo de Previdência do Estado. Entre as críticas, os professores querem que os profissionais contratatos em caráter temporário não percam o vínculo com a rede pública de ensino, caso não consigam ter aula atribuída no início do ano letivo, e pedem ainda mais transparência da gestão de recursos.
Os docentes querem também que o governo de São Paulo abra negociação em relação aos demais pontos da pauta de reivindicações: reajuste salarial; incorporação das gratificações com estensão aos aposentados; fim da aprovação automática; novo plano de carreira; e fim da proposta de avaliação de desempenho.
Uma nova assembléia, com paralisação, será realizada em 15 de junho.
Confronto No protesto contra a votação do projeto, os representantes do funcionalismo público entraram em confronto com tropa a de choque da Polícia Militar. A confusão começou porque alguns servidores não puderam entrar nas galerias do plenário Juscelino Kubstcheck, onde acontece a discussão do assunto pelos deputados e que já estava lotado.
Duas sessões extraordinárias da assembléia foram convocadas a noite desta terça, o que possibilita, em tese, que a votação do PLC seja feita ainda hoje. Fica a votação sujeita, assim, a um acordo que pode ou não ser feito pelos deputados.
Com informações da Apeoesp e da Alesp
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