23/05/2007 - 21h44
Unicamp ainda não sabe quantos docentes aderiram à greve
Da redação Em São Paulo
Os professores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decidiram entrar em greve nesta quarta-feira (23) por tempo indeterminado, mas não sabem ainda quantos docentes aderiram ao movimento.
O professor Mauro Antônio Pires Dias da Silva, vice-presidente da Adunicamp (Associação dos Docentes da Unicamp) e professor do Departamento de Enfermangem da Faculdade de Ciêcias Médicas, explica que os dados parciais de adesão devem sair apenas na sexta-feira. "Mas, na assembléia em que foi decidida a paralisação, havia professores de todos os institutos", afirmou. Na reunião, estavam presentes cerca de 90 docentes. A Unicamp tem cerca de 1.700 professores e 34 mil alunos (graduação e pós-graduação).
No próximo dia 29, os docentes terão nova assembléia, em que avaliarão o andamento da greve e decidirão se o movimento continua ou não. Já os 7.500 funcionários da universidade devem decidir se entrarão em greve somente nesta sexta (25). Paralisação Na paralisação realizada nesta quarta (23), segundo a assessoria de imprensa da Unicamp, 15% das aulas não foram dadas e, das 20 unidades (dez faculdades e dez institutos), oito aderiram à paralisação: IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), IA (Instituto de Artes), FE (Faculdade de Educação) e FEF (Faculdade de Educação Física); pararam parcialmente o IE (Instituto de Economia), IG (Instituto de Geociências) e IMECC (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica).
As reivindicações segue a pauta do Fórum das Seis (entidade que reúne os sindicatos de professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas): tem como mote a defesa da autonomia das universidades, que teria sido ameaçada com os decretos do governo Serra (que criaram, por exemplo, a Secretaria de Ensino Superior); a retirada do PLC 30 (Projeto de Lei Complementar, de autoria do ex-governador Geraldo Alckmin), que fala sobre o regime de previdência dos servidores públicos; o repúdio à retirada dos estudantes da Reitoria da USP pela PM; e reivindicações salariais.
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