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31/05/2007 - 17h34
Secretário de Serra diz que não negocia mais; manifestantes fazem plenária nesta 5ª

Da redação
Em São Paulo*


Ao mesmo tempo que ocorria uma manifestação de estudantes, funcionários e professores da USP (Universidade de São Paulo) que parou parte da capital paulista na tarde e início da noite desta quinta (31), o secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, afirmava em entrevista coletiva, no Palácio dos Bandeirantes, que não negocia mais com os estudantes até a desocupação da reitoria da USP, onde um grupo de alunos permanece desde 3/5.

O secretário disse à rádio Jovem Pan que trata-se de um movimento "radicalizado, de cunho autoritário, que não respeita normas mínimas da democracia". Ouça o secretário. Na semana passada, Marrey teve dois encontros com os estudantes, um deles com a participação da reitoria da USP, Suely Vilela.

Os manifestantes fariam uma plenária na noite desta quinta, em frente à reitoria da USP, junto com estudantes da Unesp e da Unicamp que participaram do ato no Palácio dos Bandeirantes, para discutir o novo decreto do governo Serra publicado nesta quinta, que tenta explicar suas ações na área de educação superior -- que, segundo os estudantes ferem a autonomia universitária. Até as 22h16, a reunião não havia terminado. Está agendada ainda, para o fim da tarde desta sexta (1º), uma assembléia entre os alunos que ocupam a reitoria.

DIA DE PROTESTO
AE
Passeata percorre avenida em direção ao Palácio dos Bandeirantes
AE
De rosto coberto, manifestante encara policial em bloqueio
AE
Manifestante é contido ao tentar furar bloqueio dos policiais
AE
Boneco gigante representa o governador José Serra
AE
Manifestantes exibem livros diante do bloqueio da PM
MAIS FOTOS DA PASSEATA
VÍDEO: TENSÃO E SPRAY
Alunos, professores e funcionários caminharam em passeata em direção à sede do governo paulista, no Morumbi, zona sul de São Paulo, na tarde desta quinta. Houve bloqueio de vias, e o trânsito parou na cidade. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a lentidão em São Paulo chegou a 162 km às 19h. Por volta das 19h30, o protesto refluiu e os manifestantes começaram a voltar em direção à USP, segundo a Jovem Pan. Às 20h30, havia 82 km de lentidão.

  • Assista a vídeo da passeata

    Após seguirem pela avenida Francisco Morato, os estudantes foram bloqueados pela Polícia Militar na entrada da avenida Morumbi, trajeto para o Bandeirantes. Os manifestantes queriam ficar na praça Vinícius de Moraes, próxima ao Palácio, mas um representante do governo explicou que essa área é de segurança e que, por regras da PM (Polícia Militar), os manifestantes devem ficar em frente ao estádio do Morumbi.

    Dois deputados do Psol -- Ivan Valente (federal) e Carlos Gianazzi (estadual) -- se reuniram no início da noite com o secretário da Casa Civil de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira Filho, em nome dos manifestantes da USP, e também pediram para que o protesto pudesse ser feito em frente ao palácio, mas o governo não cedeu.

    Houve atritos entre os estudantes e os PMs. Policiais usaram gás pimenta para afastar quem tentava prosseguir na marcha. Um estudante foi detido ao tentar furar o cordão de isolamento, segundo a rádio Jovem Pan, mas acabou liberado logo em seguida, porque, segundo um oficial da PM, seu gesto não teve gravidade. O trânsito ficou totalmente paralisado na Francisco Morato, que faz a ligação de parte da zona sul com as áreas mais centrais de São Paulo -- e arredores. Uma estimativa dos organizadores calculou a multidão em 10 mil pessoas. A PM não se pronunciou sobre isso.

    O objetivo inicial dos manifestantes era ser recebidos pelo governador José Serra ou pelos secretários de Educação Superior, José Aristodemo Pinotti, e Justiça, Luiz Antônio Marrey.

    Com Agência Estado e Jovem Pan

    *Atualizada às 22h16




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