07/08/2007 - 10h54
Secretário do Rio quer reavaliar cotas para filhos de policiais mortos
Da redação Em São Paulo
O governo do Rio de Janeiro quer reavaliar o sistema de cotas nas universidades do Estado. A afirmação foi feita pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, que pretende entregar um novo projeto de lei nessa área à Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), até o final de outubro.
Uma nova lei, de autoria do deputado Álvaro Lins, alterou a política de cotas no Estado, incluindo filhos de policiais, bombeiros e agentes penitenciários mortos em serviço entre os beneficiados pela reserva de vagas.
O sistema de cotas já estabelecia 5% das vagas para minorias étnicas e portadores de deficiência; a nova lei passou a incluir, neste percentual, os filhos dos policiais e bombeiros mortos.
Cardoso disse ser a favor da mudança na legislação, mas ressaltou que, hoje, no Rio, existem diferentes tipos de cotas em cada universidade, o que pode abrir brechas para que qualquer um se aproveite do benefício.
O secretário lembrou ainda que, além dos 5% de vagas, a lei determina que os possíveis beneficiados terão que comprovar renda per capita inferior a R$ 615. Segundo ele, a determinação é conhecida como cota "carente".
"Criamos uma comissão para rediscutir o programa e tentar impedir, por exemplo, o que aconteceu na Uerj, no ano passado, onde 10% das 90 vagas de medicina não foram preenchidas. Daqui a pouco, haverá um projeto para incluir os filhos de pessoas atingidas por balas perdidas ou netos de militares", disse.
As informações são do Governo do Rio
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