22/08/2007 - 14h37
UNE e MST protestam contra ação policial na USP
Da redação
Em São Paulo
Em notas publicadas em seus sites, a UNE e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) classificaram a ação dos policiais militares de "truculenta" ao retirar os cerca de 400 militantes que ocupavam a Faculdade de Direito da USP desde terça à tarde. Em seu comunicado, o MST acusou os policiais de agirem com agressão, salientando que "eles bateram em pessoas que estavam deitadas". Na tarde desta quarta haverá ainda um ato público, no Largo São Francisco, em repúdio à ação de desocupação.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado, no 1º Distrito Policial, onde foi registrado boletim de ocorrências, 98 pessoas foram submetidas a exames de corpo delito por peritos do Instituto Médico legal (IML) e nenhum ferimento foi constatado.
Ainda segundo a assessoria, nenhum dos manifestantes foi indiciado e todos foram liberados após prestarem esclarecimentos. O comandante da operação, coronel Álvaro Camilo, negou que a ação tenha sido violenta. Por meio de nota, os integrantes de movimentos populares que participaram da ocupação declararam que o ato "pacífico e simbólico" de ocupação visava defender a educação pública no país, a exemplo de outras manifestações do gênero em diversos estados.
A intenção, conforme esclareceram, era a de permanecer no local até às 17h desta quarta, quando completaria 24 horas de ocupação e que tal decisão foi tomada após negociação com a direção da faculdade.
Ainda na nota, os ativistas argumentaram que a maioria foi surpreendida pela chegada de homens da tropa de choque por volta das 2h e que o comportamento de "truculência não se via na Universidade de São Paulo desde a ditadura militar".
As informações são da Agência Brasil
|