UOL EducaçãoUOL Educação
UOL BUSCA

22/08/2007 - 18h23
EUA querem que americanos estudem biocombustível no Brasil

Da redação
Em São Paulo


A secretária de Educação dos Estados Unidos, Margaret Spellings, anunciou nesta quarta-feira (22), em São Paulo, a intenção de fazer acordos de intercâmbio que permitam o envio de norte-americanos para estudar a produção de biocombustível no Brasil.

"Um bom exemplo de parceria que pode ser desenvolvida é na área de biocombustível vindo da cana-de-açúcar, em que o Brasil é excepcional", disse.

Após encontro nesta quarta-feira com o ministro da Educação brasileiro, Fernando Haddad, e com empresários do setor educacional, a secretária viaja a Brasília, onde pretende fechar os termos do acordo a ser firmado entre as nações.

Em São Paulo, Spellings fez uma palestra para estudantes e professores na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e participou de encontro com empresários, promovido pela embaixada dos EUA no Brasil.

A secretária ressaltou que a fluência no idioma é uma questão crítica para os dois países e falou da necessidade de os norte-americanos aprenderem espanhol e português. "Se você quer vender, é preciso falar a língua de quem compra."

Os termos do acordo na área de educação só deverão ser anunciados oficialmente às 13h desta quinta-feira, no Ministério da Educação (Sala de Atos, 9º andar), em Brasília. A idéia inicial é expandir o programa piloto iniciado no ano passado, que oferece a estudantes brasileiros de escolas técnicas e profissionalizantes bolsas de estudos em "community colleges" (centros universitários) dos EUA.

Pago pelo governo norte-americano, o programa enviou 15 brasileiros aos EUA no ano passado. A proposta de Spellings é quadruplicar esse número.

Para o ministro Fernando Haddad, o propósito do acordo neste momento é mais qualitativo do que quantitativo. "É mais importante que se defina em que áreas o Brasil pretende adquirir conhecimento do que quantos estudantes ou professores serão beneficiados."

Haddad não anunciou a contrapartida que o Brasil dará aos EUA. Para ele, a tendência é estimular o envio de brasileiros ao exterior para cursos de curta duração (até seis meses), voltados para a profissionalização.

Margaret Spellings visita o Brasil acompanhada do subsecretário de Estado americano para assuntos acadêmicos, Thomas Farrel, e de uma delegação composta pelos reitores das universidades de Iowa, Maryland, Miami Dade College, Nebraska, Stanford e Washington University em St. Louis e pelos vice-reitores das universidades da Califórnia-Santa Barbara e Louisiana State University.

Leia mais:
  • Vagas de emprego não são preenchidas por falta de qualificação
  • Estudo adverte para fuga dos cérebros ao avesso nos EUA



  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    25/03/2008

    16h27- "Salário de professor só aumenta em ano eleitoral", diz ministro

    16h19- Acordo ortográfico não tem obstáculo na CPLP, diz Portugal

    15h26- Ministro da Educação diz que só um sexto dos alunos chegará à universidade

    15h05- Começa sabatina com ministro da Educação Fernando Haddad

    12h54- UOL transmite sabatina com ministro da Educação às 15h

    12h33- Como a Finlândia fez para ter as melhores escolas do mundo

    11h00- MEC classifica 37 municípios como modelos de ensino público

    10h52- Cinco pés de maconha são achados em campus da UFSC

    10h17- Federal da Paraíba recebe inscrições para vagas remanescentes

    09h23- Governo investiga receita de sucesso no ensino de 37 cidades

    ÍNDICE DE NOTÍCIAS