14/09/2007 - 10h02
Desemprego é maior entre escolarizados
Bruno Aragaki Da redação
Os brasileiros com maior escolaridade têm mais dificuldade em encontrar trabalho do que aqueles com menor instrução. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2006, a taxa de desocupação entre as pessoas com 11 anos de escola ou mais foi de 8,3%. Já entre aqueles com menos de um ano instrução, o índice foi de 4,1%.
O quadro varia conforme os Estados. Em Roraima, por exemplo, a taxa de desocupação entre as pessoas com menos de um ano de escolaridade foi menor que 1,7%, enquanto no Rio de Janeiro o índice foi de 9,9%.
| Menos de 1 | 4,3% | 4,1% |
|---|
| 1 a 3 | 5,5% | 5,3% |
|---|
| 4 a 7 | 9,3% | 8% |
|---|
| 8 a 10 | 14,6% | 13,1% |
|---|
| 11 ou mais | 9,2% | 8,3% |
|---|
| Taxas de desemprego | | Anos de estudo | 2005 | 2006 |
| VEJA ESPECIAL PNAD 2006 |
"Nos grandes centros, é muito mais difícil conseguir trabalho sem escolaridade. Até dos trabalhadores da construção civil costuma-se exigir ensino fundamental", analisa Marcelo Abrileri, do site de recolocação profissional curriculum.com.br.
Menos "empregáveis" Embora a taxa de desemprego seja menor entre os menos escolarizados, essas pessoas não foram tão favorecidas pela expansão do mercado de trabalho entre 2005 e 2006.
Enquanto a taxa de ocupação nacional cresceu em 0,9 ponto percentual no período, os menos escolarizados viram o emprego expandir em apenas 0,2 pontos percentuais.
Em São Paulo, a situação é ainda mais desfavorável para essas pessoas: a taxa de desocupação aumentou de 8,2% para 8,6%. Já os mais escolarizados tiveram maior facilidade para se inserir no mercado. A taxa de desocupação entre eles caiu de 9,4% para 8,5%.
"E vai continuar sendo assim. Nas áreas urbanas, cresce a exigência não exatamente de anos de estudo, mas da capacidade de se aperfeiçoar", diz Abrileri.
Leia também: Ensino público no Brasil perde 300 mil alunos em 2006 No Nordeste, um quinto da população ainda não lê Quase todas as crianças de 5 a 14 vão à escola Número de estudantes no nível superior cresce 13,2%, diz IBGE
|