17/10/2007 - 11h21
Venda de guloseimas e refrigerantes nas escolas pode ser proibida
Da redação Em São Paulo
Opine sobre a restrição de guloseimas nas escolas
A venda ou inclusão de refrigerantes e de produtos calóricos não nutritivos na merenda das escolas de educação básica podem ser proibidos. Alimentos com frituras, molhos industrializados e que contenham conservantes levaram os integrantes da Comissão de Educação e Cultura a uma audiência pública na Câmara dos Deputados na terça-feira (16), Dia Mundial de Alimentação.
Os integrantes discutiram o projeto de lei 6848/02, do ex-deputado Neuton Lima (PFL-SP), que aponta o consumo desses alimentos como fator diretamente responsável por doenças como diabetes e hipertensão, que afetam crianças e adolescentes.
 Câmara dos Deputados quer criar lei para proibir guloseimas na merenda escolar |
Segundo Cristina Pereira Gaglianone, coordenadora de gestão do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), pesquisas mundiais mostram que melhores hábitos alimentares podem reduzir 80% dos casos de doenças coronarianas, 50% dos de diabetes e um terço da incidência de câncer.
No Brasil, pesquisa feita por ela no município de Cajamar, em São Paulo, apontou que 17% das crianças já ingressam na escola com sobrepeso. Leis municipais já proibiram guloseimas nas merendas escolares nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco e no Distrito Federal.
De acordo com a coordenadora, quando querem implementar um cardápio mais saudável nas escolas os municípios esbarram em quatro entraves: a concorrência da cantina, as limitações do professor, os hábitos e costumes sociais, e a própria família.
"Os cantineiros preferem fechar a modificar", disse a nutricionista Lorena Chaves, do Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Ela informou que a adesão aos programas municipais em escolas sem cantinas foi de 66%, contra 41% das escolas com cantinas.
O relator do projeto de lei, deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), disse que poderá sofrer restrições. "Nosso parecer provavelmente será favorável, sem radicalização, mas no conceito de fazer uma educação alimentar".
Com informações da Agência Brasil
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