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PV retira pré-candidatura de Eduardo Jorge e aprova apoio a Covas em SP

Leo Martins/Folhapress
Imagem: Leo Martins/Folhapress

Tulio Kruse

São Paulo

05/09/2020 14h40Atualizada em 08/09/2020 17h00

O Partido Verde (PV) aprovou hoje a coligação com o PSDB do candidato à reeleição Bruno Covas na corrida pela Prefeitura de São Paulo. Um programa com 10 critérios para formação de alianças do PV foi entregue aos tucanos.

A pré-candidatura de Eduardo Jorge à Prefeitura chegou a ser lançada, mas foi retirada após a sigla entender que teria dificuldades para levar a campanha à frente, com pouco acesso ao fundo eleitoral. A estratégia do partido é tentar priorizar a eleição de vereadores, para garantir o cumprimento de cláusulas de barreira e manter-se em atividade.

"Nós chegamos a essa conclusão para podermos ajudar mais vereadores, porque vamos ter à facilidade de ter mais acesso à televisão e poderemos projetá-los, infelizmente o nosso partido é pequeno", disse o presidente do PV, Roberto Tripoli, durante a convenção. "Muitos discordam, eu sempre digo que procuro errar o mínimo possível e eu fiz esse trabalho em conjunto com inúmeras pessoas no partido."

O partido chegou a debater compor uma chapa com a Rede, além de estudar apoiar as candidaturas de Andrea Matarazzo (PSD) ou Márcio França (PSB). Segundo o PV, ideia foi abandonada após Matarazzo e França não deixarem claro que farão oposição ao bolsonarismo durante a campanha, uma exigência dos candidatos verdes.

Além disso, as conversas para apoiar a chapa de uma das pré-candidatas da Rede, a deputada estadual Marina Helou, não prosperaram. A coordenadora do diretório paulistano da Rede, Duda Alcântara, também concorre pela indicação.

Outra dificuldade é a decisão do vereador Gilberto Natalini de não buscar reeleição na Câmara Municipal neste ano, além da saída do vereador Reginaldo Trípoli do partido (está no PSDB). Com isso, o partido calcula que deve deixar de receber cerca de 120 mil votos por causa das desistências, o que complica as perspectivas da legenda.

Covas fez uma aparição durante a convenção partidária, agradeceu o apoio e prometeu levar o programa do PV em consideração. "Vamos nos debruçar sobre elas, identificar o que pode ser feito ainda neste ano, até dezembro, e o que pode entrar para o próximo ano", disse, por meio de videoconferência.

O PV foi o único partido que apresentou um plano de governo para as eleições municipais, elaborado com orientação de Eduardo Jorge. O documento, com propostas preliminares, tem 100 diretrizes para a cidade de São Paulo.

Já no documento entregue a Bruno Covas, uma das dez propostas é o compromisso de propor que o teto salarial do funcionalismo seja aplicado para os professores da rede municipal. Além disso, o partido pede análise imediata de um dossiê que mostra a devastação das áreas de mananciais com o crescimento de loteamentos irregulares na extrema zona sul da cidade. O PV tem feito oposição a Covas no Legislativo paulistano, e tem denunciado a negligência da gestão municipal na questão ambiental.

A coligação foi aprovada com 23 votos a favor, dos 32 da executiva. A convenção municipal do partido foi feita principalmente de forma virtual, com alguns membros em um auditório da Câmara Municipal.

Errata: este conteúdo foi atualizado
Diferentemente do informado no texto, o vereador Reginaldo Trípoli saiu do PV e está atualmente no PSDB. A informação foi corrigida.