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14/09/2011 - 12h25

Steve Jobs e Bill Gates: Conheça o perfil de dois empreendedores de sucesso

Bruna Souza Cruz
Em São Paulo

Rivais no mundo dos negócios e semelhantes no universo da inovação, Bill Gates e Steve Jobs construíram dois grandes impérios, Microsoft e Apple, respectivamente. Apesar de enfoques distintos, os visionários se tornaram referência como empreendedores e fizeram das empresas que ajudaram a fundar duas das maiores indústrias de tecnologia do mundo.

Steve Jobs se tornou um símbolo no mercado em que atua por inovar e tornar seus produtos uma referência para os consumidores. Visão estratégica, tino comercial e inclinação para arriscar foram suas principais habilidades.

Bill Gates, por sua vez, conseguiu com seus lançamentos uma importante participação na história da informática e se tornou um dos homens mais ricos do mundo. Visão de futuro e facilidade para negociações foram características marcantes.
 

Segundo o professor Fernando José Barbin Laurindo, titular do departamento de engenharia da produção da USP e vice-coordenador do curso de especialização em Gestão de Projetos em Tecnologia da Informação (TI) da Fundação Vanzolini, uma característica comum na história de ambos foi que eles souberam observar as mudanças do mercado.

“Eles criaram paradigmas que se tornaram muito forte. Isso resultou em figuras que por muito tempo serão lembradas não só nos ramos em que atuam. Eles também são espelhos para empreendedores de outras áreas”, destaca.
 


Visão de negócio

Apesar de revolucionarem o mercado mundial de tecnologia, Steve Jobs e Bill Gates direcionaram suas visões empreendedoras em ramos diferentes de atuação.

“O estrelato de Steve Jobs veio na década de 70 quando o Apple II se tornou o primeiro microcomputador pessoal de grande aceitação no mercado. Junto ao colega Steve Wozniak, Jobs deu um novo formado para o produto da companhia, o que foi decisivo para o mercado”, explica Laurindo.

Bill Gates procurou direcionar suas habilidades para as relações comerciais. De acordo com o vice-coordenador da especialização de Projetos em TI, o grande salto na trajetória de Gates foi quando a empresa IBM resolveu comercializar um computador para competir com a Apple. “Bill Gates teve a grande visão de que ele não iria vender o sistema operacional [MS-DOS] para IBM e sim licenciá-lo”, explica. O resultado dessa escolha foi o sucesso de vendas no período.

De modo geral, o professor Laurindo resume: “Jobs durante muito tempo esteve muito mais associado a inovações de produtos, enquanto que o Gates trouxe mais do ponto de vista de relações comerciais.”

Liderança

As imagens de liderança ligadas aos profissionais também se diferem em relação à gestão de suas empresas. “Jobs está mais ligado à inovação e Gates a uma imagem mais séria, mais sisuda”, comenta o professor.

“Jobs se tornou muito mais um símbolo do que a Apple faz, ao passo que Gates delegou mais e cobrou mais os resultados, não importando os caminhos que seguiu para desenvolver suas habilidades”, conclui.

Para Laurindo, outra grande diferença está ligada a autonomia da Microsoft em relação ao Bill Gates. A companhia está muito mais preparada para não depender dele. Ao contrário da Apple, que aparenta ter uma forte dependência de Jobs.

Semelhanças

Davi Nakano, professor do curso de capacitação em Gestão Estratégica do Conhecimento da Fundação Vanzolini - entidade ligada à Universidade de São Paulo (USP), destaca que ambos tiveram o conhecimento técnico necessário para empreender em seus ramos de atuação.

As percepções de futuro dos executivos, associadas às características empreendedoras de seus companheiros de equipe, contribuíram para que ideias fossem transformadas em realidade. Mas afinal, quais são as características de um empreendedor?

Segundo o Davi Nakano, é preciso três requisitos básicos: intuição, inclinação para assumir riscos e conhecimento sobre o negócio.

A intuição é fundamental para que o profissional tenha capacidade de perceber onde há oportunidades de negócio. “Eu acho que isso aqui vai dar certo. Se der errado, depois tentarei outra coisa.” Para Nakano, é com esse pensamento que o profissional deve atuar no universo do empreendedorismo. Ele acrescenta que o conhecimento sobre o mercado em que atua, ou deseja atuar, é essencial. “Não precisa ser necessariamente técnico, mas é imprescindível tê-lo.”

Por fim, o professor destaca que empreender também é compartilhar habilidades. Há situações em que existe um desejo de empreender, porém o profissional não possui todas as características necessárias para administrar seu próprio negócio. Diante dessa dificuldade, o indivíduo deve desenvolver os requisitos e procurar em parceiros as competências necessárias para que o empreendimento possa dar certo.

“Se eu tenho conhecimento de negócio me associo a outras pessoas com características diferentes e nós acabamos desenvolvendo esses perfis. Um é o cara da parte técnica, o outro é o que tem a intuição do negócio e o terceiro tem um perfil mais de administrador. Sabendo desses fatores, conseguimos equilibrar as competências”, conclui Nakano.

 

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