Como você se prepara para o mercado de trabalho? ComenteDos 2 milhões de pessoas desocupadas em fevereiro, 52,8% tinham pelo menos o ensino médio concluído. Em fevereiro de 2007, o número era de 51,4% e, em fevereiro de 2006, atingiu 47,8%.
Os números se referem às seis regiões investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foram divulgados nesta quinta (27).
A explicação para o aumento da desocupação entre profissionais com ensino médio está tanto na demanda das empresas quanto no maior acesso ao ensino superior. "O mercado de trabalho tem exigido mais qualificação. Ao mesmo tempo, a possibilidade de acesso à faculdade também é maior, em razão até do aumento no número de vagas na iniciativa privada", explica Adriana Beringuy, economista do IBGE.
Por outro lado, o investimento dos profissionais na formação educacional ainda não dá conta das necessidades das empresas. "A escolaridade genérica, ainda que de ensino superior, não basta. O mercado é mais exigente que isso. Pede não apenas funcionários escolarizados, mas qualificados para atividades que querem atributos específicos".
Do total de desempregados em fevereiro, 21% estavam em busca do primeiro trabalho e 57,7% eram mulheres. Além disso, 24,8% eram os principais responsáveis na família, 9,1% tinham até 17 anos, 36,8% tinham de 18 a 24 anos, 47,6%, de 25 a 49 anos e 6,6%, 50 anos ou mais.
Em relação a janeiro, o número de desocupados cresceu 9,1%, mas, em comparação com fevereiro de 2007, o número reduziu-se em 9,9%. A taxa de desocupação foi estimada em 8,7%: maior que a de janeiro (8%) e menor que a de fevereiro de 2007 (9,9%).
OcupadasEm fevereiro de 2008, o contingente de pessoas ocupadas (21,16 milhões no total das seis regiões metropolitanas) reduziu-se em 0,5%, uma variação estatisticamente insignificante em relação a janeiro. Em relação a fevereiro de 2007, a população ocupada cresceu 3,6%, o que representa cerca de 732 mil postos de trabalho a mais.
Os homens representavam 55,9% dessa população, enquanto as mulheres, 44,1%. Os trabalhadores de 25 a 49 anos eram 63,5% do total de ocupados, e o percentual de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo era de 55,5%.
O tamanho do empreendimento foi outra característica observada pela pesquisa, que estimou em 58,2% a proporção de pessoas trabalhando em negócios com 11 ou mais ocupados. Nos empreendimentos com entre seis a dez pessoas ocupadas, essa proporção era de 6%. Para aqueles com no máximo cinco pessoas, a proporção era de 35,8%.
Em fevereiro de 2008, 50,8% da população ocupada cumpria uma jornada de trabalho de 40 a 44 horas semanais, e cerca de 31,2%, acima de 45 horas semanais.
Em média, 68,6% dos trabalhadores nas seis regiões metropolitanas pesquisadas tinham aquele trabalho há pelo menos dois anos; 11,4% há entre um ano a menos de dois anos; 18,2% entre um mês e um ano, e apenas 1,7% estavam naquele trabalho há menos de um mês. O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.189,90) subiu 1,1% em relação a janeiro, e 2,5% no ano.
As informações são do IBGE