Daqui a menos de 20 dias, em 14 de setembro, 80 questões objetivas começarão a decidir quem vai se tornar um novo policial rodoviário federal, nos Estados do Pará e de Mato Grosso -- e que terá direito a um salário de R$ 5.238.
Para ajudar os candidatos a conseguirem ao menos os 48 pontos mínimos para a aprovação nessa prova objetiva do
concurso da PRF, o
UOL Empregos ouviu professores de cursos preparatórios, que indicaram os pontos a serem cobrados nos exames.
| Como será a prova |
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| Língua portuguesa: dez questões |
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| Conhecimentos gerais e atualidades: dez questões |
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| Raciocínio lógico e matemático: dez questões |
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| Conhecimentos de informática: dez questões |
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| Legislação de trânsito: 30 questões |
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| Direito: dez questões |
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| Redação |
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De maneira geral, as questões devem aparecer de forma contextualizada, com textos que falam, por exemplo, da atuação do policial e da instituição e de atualidades, principalmente dos dois Estados para os quais o concurso é feito. Por isso, interpretação de texto será fundamental: procure palavras-chave e se atenha ao que está dito (ou seja, não analise a informação sob a ótica pessoal).
TrânsitoA disciplina que terá mais peso será legislação de trânsito, com 30
testes. A matéria é também o primeiro critério para a classificação, no caso de empate. Por isso, a professora Norma Lopes da Paixão, que ministra a disciplina na Central de Concursos, de São Paulo, recomenda que o candidato responda aos testes dessa área no começo da prova. "Comece pela matéria de que mais gosta e depois já siga para legislação. Não espere ficar cansado. Por isso, a redação também pode ser feita no meio da prova."
Ela pede especial atenção com a chamada
lei Seca e a alteração que essa legislação gerou nos seguintes artigos do
Código de Trânsito: 165, 277, 302 e 306.
"A mera recusa do condutor em fazer o teste [para a detecção de álcool] já caracteriza a infração", explica, acrescentando que a suspensão da carteira de motorista, que antes era de um mês, passa a ser de um ano.
E uma dica: ao analisar o artigo 277 do Código (testes de alcoolemia), é bom usar também a resolução
206 de 2006 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que fala de sinais relevantes de embriaguez.
Outros pontos importantes: no Código de Trânsito, os artigos 218, 230, 231 (sobre velocidades e infrações), o capítulo 15, que trata de penalidades, e o 14 (habilitações); e a
Resolução 136/2002 do Contran, que fala dos valores das multas.
Nesse caso, atenção aos multiplicadores, que encarecem as penalidades. "Se não souber de cor, é preciso se lembrar dos fundamentos do Código: quanto mais se expuser a vida humana, maior será a penalidade."
PortuguêsA língua portuguesa, além das dez questões objetivas, terá ainda a redação, que vale 20 pontos. Por isso, é outra disciplina de peso, com 30% de todos os pontos possíveis da prova do dia 14.
A professora Cláudia Beltrão, também da Central, acredita que o Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos), organizador da prova, apesar de ter seguido o programa do primeiro edital -- que estava a cargo do NCE (Núcleo de Computação Eletrônica) e que foi
suspenso por suspeita de fraude --, manterá seu padrão de exame.
Isso significa que os testes vão pedir: pontuação, concordância (mais
verbal que
nominal), semântica (sentido e aplicação das palavras e parônimas, por exemplo),
crase e interpretação de textos. Deve cair ainda uma questão de redação oficial, pedindo conhecimentos básicos, como noções do que são um ofício, uma ata e um requerimento
Na redação, muita gente aposta que será pedida a análise da lei Seca, mas a professora adverte que a banca pode pegar todo mundo de surpresa:
"Podem falar de privatização, de rodovias, de pedágio, de assuntos do Pará e de Mato Grosso ou de qualquer outro tema da atualidade. É bom, inclusive, dar uma olhada no
site da PRF. Se o candidato não encontrar o que ele espera, pode ter um bloqueio muito grande e não conseguir escrever."
No texto, concentre esforços no primeiro parágrafo: ele tem de atrair o leitor e trazer a principal idéia que vai ser explorada. Para se inspirar, o candidato pode usar como base os outros textos da prova -- em geral, todos estão interligados --, tirando dali até alguma declaração para o início do texto. "Outra forma de começar é fazer uma pergunta, que você mesmo vai responder", explica a professora.
Além disso, não esqueça: evite repetição de palavras, não escreva só para aumentar o número de linhas e procure redigir na ordem direta.