"Vocês têm informações sobre pequenas empresas, consultórios médicos ou advogados que contratam pessoas da minha idade?" "Como eu faço para arrumar um serviço, se não consigo um pela minha idade?" A data de nascimento se tornou um empecilho para esses internautas, que escreveram ao
UOL Empregos pedindo ajuda para conseguir uma vaga.
| Requisitos para a contratação* |
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| 1 - Experiência técnica anterior |
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| 2 - Formação acadêmica |
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| 3 - Entusiasmo do candidato |
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| 4 - Relacionar-se bem com os outros |
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| 5 - Resultados alcançados anteriormente |
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| 6 - Reputação das empresas em que trabalhou |
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| 7 - Experiência anterior em supervisão de pessoas |
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| 8 - Estabilidade empregatícia |
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| 9 - Resultados nos testes |
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| 10 - Aparência pessoal |
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| 11 - Nível salarial |
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| 12 - Idade |
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| 13 -Estabilidade familiar |
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| 14 - Fluência em inglês ou outro idioma |
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15 - Capacidade de usar a Internet | | 16 - Experiência em multinacionais |
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| 17 - Número de promoções anteriores |
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| *Fonte: Pesquisa Catho Online 2007 |
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Gláucia Santos, consultora de recursos humanos da Catho, diz que a experiência ainda conta pontos na hora de encontrar trabalho, mas, para quem não tem conhecimento atualizado, os anos de trabalho não bastam.
"O mercado não oferece a mesma estabilidade de 20 anos atrás. As pessoas continuam construindo uma carreira, mas não só em uma empresa. Se o profissional foi crescendo, ele não tem tanta dificuldade para se recolocar. Mas, se tiver 40 anos, ainda não tiver ocupado um cargo de coordenação e não tiver formação atualizada na sua área, vai ter mais dificuldade", explica.
Se a qualificação é uma porta de entrada importante para a recolocação após os 40, os bancos das salas de aula demonstram que são os mais jovens que procuram formação.
Pesquisa realizada para a Interactive, empresa que tem cursos de desenvolvimento pessoal, mostra que somente 15% das pessoas que buscam as aulas tem mais de 40 anos. O estudo, feito no primeiro semestre de 2008, ouviu 200 profissionais de diferentes empresas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Maranhão.
Em São Paulo, o governo abriu nesta semana 2.089 vagas em
cursos gratuitos de requalificação profissional, em áreas como as de informática, administração e vendas. As primeiras turmas do programa visavam profissionais desempregados entre 30 e 59 anos, mas a boa procura dos jovens pelas vagas fez a idade mínima cair para 20.
Segundo os especialistas ouvidos pelo
UOL Empregos, o interesse dos mais experientes pela qualificação tende a aumentar. "Diante da grande concorrência que esses profissionais encontram no mercado de trabalho, principalmente com aqueles mais jovens, muitos devem chegar à conclusão de que precisam aperfeiçoar alguma habilidade de relacionamento ou apresentação", explica Daniel Souza, da consultoria Cedet, que elaborou a pesquisa para a Interactive.
Fora da estatísticaOs internautas que escreveram ao
UOL Empregos parecem contrariar as estatísticas. A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), diz que o
desemprego entre os jovens é maior do que na faixa dos mais experientes.
As empresas também afirmam que a idade importa pouco na hora de contratar. Pesquisa da empresa recrutadora Catho mostra que os anos de vida são o 12º critério usado pelas organizações para selecionar os candidatos. As primeiras são experiência técnica, formação acadêmica e entusiasmo do candidato.
Por outro lado, o mesmo estudo diz que a idade é mais importante do que qualificações como fluência em idiomas, capacidade de usar a Internet no trabalho e experiência em empresas multinacionais.
Para a consultora da Catho, mesmo atualizados, os profissionais de 40 anos que não conseguem se recolocar podem estar sendo prejudicados por duas barreiras do mercado.
Uma delas é o custo: a experiência significa não apenas conhecimento mas também salário maior e nem todas as empresas estão dispostas ou podem bancar esse investimento. Além disso, as companhias têm receio de que o funcionário seja um tanto turrão: "Ele pode ter dificuldades para se adaptar às práticas e à cultura da empresa, por serem diferentes daquelas às quais ele estava acostumado", afirma Gláucia Santos.