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O escândalo
Reportagem do Correio Brazilense (
aqui) mostra que pelo menos 21 deputados usaram recursos públicos para pagar despesas com alimentação no Distrito Federal, o que é proibido.
Em 7 de abril, a Câmara editou uma portaria. Ela determinava que, a partir de 7 de maio, os deputados não poderiam utilizar a verba indenizatória para despesas com alimentação no DF. Mas alguns congressistas ignoraram a regra.
9 deles admitiram a irregularidade e prometem devolver o dinheiro.
Outros 12 delegam a culpa pela situação à Câmara.
"Se o Nuvep pagou, está certo", disseram alguns dos entrevistados. Nuvep é o Núcleo de Fiscalização e Controle da Verba Indenizatória do Exercício Parlamentar, a repartição que analisa as notas fiscais dos deputados e devolve o dinheiro pago.
O deputado
Vieira da Cunha (PDT-RS) admitiu a ilegalidade e disse que continuará tentando ser ressarcido pela Câmara. Afirmou ter se insurgido contra uma regra absurda. "Sou contra e vou continuar gastando porque é um absurdo. Não tem razão a proibição. Vou reapresentar todas as notas que eles devolverem", afirmou o pedetista. Cunha gastou um total de R$ 200,20.
Entre os que admitiram a ilegalidade, está
Marcelo Guimarães Filho (PMDB-BA). Ele gastou R$ 182,38 em dois almoços em dias diferentes em junho.
Saraiva Felipe (PMDB-MG) desembolsou R$ 25,80 numa lanchonete e pediu para a Câmara o ressarcir.
Rogério Marinho (PSDB-RN) gastou R$ 35,39 num restaurante típico de comida goiana.
Márcio França (PSB-SP) recebeu R$ 86 por um almoço no restaurante que o Senac mantém ao lado do plenário da Câmara.
José Rocha (PR-BA) gastou R$ 17 no mesmo restaurante.
Emília Fernandes (PT-RS) utilizou a verba para ser ressarcida de lanche de R$ 22,45 numa rede fast food.
Dagoberto (PDT-MS) investiu R$ 63 numa churrascaria na Câmara.
Henrique Afonso (PT-AC) não quis pagar do próprio bolso um almoço de R$ 21,20 numa casa vegetariana.
Eles disseram que devolverão o recurso aos cofres públicos.
Entre os integrantes do Legislativo que jogaram a culpa na Câmara está
Edinho Bez (PMDB-SC). Ele foi ressarcido em R$ 271,50 em três vezes no Senac da Câmara, e outras três em restaurantes.
Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE) usou R$ 216,58 do dinheiro público para comer em sete locais de Fast Food.
João Almeida (PSDB-BA) pediu reembolso de R$ 8,73.
Takayama (PSC-PR) disse que checaria as notas e, se houvesse irregularidade, devolveria o dinheiro.
Além deles, outros acusaram a Casa:
Antônio Carlos Chamariz (PTB-AL),
Bilac Pinto (PR-MG),
Celso Maldaner (PMDB-SC),
Fátima Pelaes (PMDB-AP),
Íris de Araújo (PMDB-GO),
João Campos (PSDB-GO),
Neilton Mulin (PR-RJ) e
Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ).
Nada.
) a área administrativa da Câmara dos Deputados informou que não seria possível ter certeza da infração.
O site da Câmara lista todos os gastos dos congressistas com a verba indenizatória - e as respectivas notas fiscais. Mas não informa o dia em que as despesas ocorreram.
O uso do recurso com alimentação no DF está proibido desde 7 de maio. Assim, não seria possível saber se os deputados fizeram os gastos na vigência das novas regras.