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Data de Divulgação
10.03.2009
O escândalo
A
"Folha" (
aqui) mostrou que o Senado gastou R$ 6,2 milhões em horas extras em janeiro, mês de férias. 3.883 funcionários foram beneficiados. Na Câmara, 610 servidores receberam hora extra em janeiro, o que custou à Casa R$ 653 mil.
O jornal "Correio Braziliense" (
aqui) do dia 28 de agosto mostrou que o problema continuou nas férias seguintes. Durante o mês de julho, em que há recesso parlamentar de 15 dias, o Senado gastou R$ 6,4 milhões em horas extras.
Em 28 de agosto, a Diretoria Geral do Senado divulgou nota afirmando que o valor pago foi de R$ 5,036 milhões (
aqui).
O que aconteceu?
Alguns gatos pingados devolveram o dinheiro. Ninguém foi punido.
A Câmara não se mexeu.
No Senado, no dia 5 de maio, mais de dois meses após o escândalo ser divulgado, houve a publicação de um ato que "veda a realização de serviços extraordinários durante o recesso parlamentar", salvo se for por meio de decisão "fundamentada do primeiro-secretário para atendimento de situações excepcionais."
Na realidade, segundo reportagem do "Correio Braziliense" de 7 de maio (
aqui), a "decisão do Senado permite que todos os servidores efetivos continuem engordando o salário" com horas extras.
A norma do Senado, de fato, determina que só um terço das pessoas lotadas nos gabinetes em cargos de confiança poderá receber pagamento por serviços extraordinários. Mas a regra excluiu os servidores estáveis. Na prática, a brecha significa uma economia de gastos muito mais discreta do que a que fora anunciada, visto que o Senado possui 3,5 mil efetivos e 2,8 mil comissionados.
O ato publicado proíbe -a não ser em casos extraordinários autorizados pelo primeiro-secretário- o pagamento de horas extras durante o período de recesso parlamentar, a farra durante as férias.
Apesar das medidas anunciadas, Câmara e Senado apresentaram poucos resultados práticos. Reportagem em de 23 de junho no 'Correio Braziliense' (
aqui-para assinantes) informa que nos primeiros cinco meses de 2009 a Câmara torrou R$ 22,7 milhões com horas extras. No mesmo Período, o Senado consumiu R$ 35 milhões.