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60. José Sarney tem amigos, aliados e parentes contratados pelo Senado

Fernando Rodrigues
Colunista do UOL, Em Brasília
atualizada em 25.08.2009
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Poder e Política

Data de Divulgação

10.06.2009

O escândalo

São os seguintes os nomes de pessoas relacionadas ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e que tiveram ou têm algum tipo de cargo público:

1) João Fernando Michels Gonçalves Sarney, neto de Sarney, foi assessor do Senado de 1º de fevereiro de 2007 a 2 de outubro de 2008, recebendo R$ 7,6 mil por mês.

2) Rosângela Terezinha Michels Gonçalves, mãe do neto de Sarney, passou a ocupar o lugar do filho a partir de 22 de outubro de 2008 porque uma decisão judicial proibiu o nepotismo no Congresso.

3) Vera Portela Macieira Borges, sobrinha de Sarney, é nomeada para trabalhar no escritório de Campo Grande (MS) do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

4) Virgínia Murad de Araújo, filha do ex-deputado Emílio Biló Murad, primo de Jorge Murad, genro de Sarney, foi nomeada assistente parlamentar do gabinete da Liderança do Governo no Congresso em 29 de maio de 2007.

5) Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, parente de Jorge Murad, genro de Sarney, morava em Barcelona, na Espanha, mas ganhava salário da Liderança do PTB no Senado desde fevereiro de 2007 (à época, o líder do PTB era o senador Epitácio Cafeteira (MA), aliado de Sarney).

6) Ivan Sarney, escritor, advogado e irmão de José Sarney, ganhou emprego por meio de ato secreto na Segunda Secretaria do Senado e 5 de maio de 2005 --essa secretaria era ocupada então pelo senador João Alberto (PMDB-MA). Ele foi exonerado, também por ato secreto, em 30 de abril de 2007.

7) Shirley Duarte Pinto de Araújo, cunhada de José Sarney, trabalhou 6 anos no gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA). Deixou o cargo quando Roseana se desligou do Senado para governar o Maranhão, neste ano de 2009.

8) Amaury de Jesus Machado, ganha R$ 12 mil mensais do Senado como motorista, mas serve de "faz tudo", uma espécie de mordomo de Roseana Sarney.

9) Jorge Nova da Costa, primeiro suplente de José Sarney, é contratado como assessor parlamentar no gabinete de apoio do presidente do Senado.

10) Valéria Freire dos Santos, viúva de um ex-motorista de José Sarney, foi nomeada por ato secreto para um cargo no Senado e mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para senadores.

11) Nonato Quintiliano Pereira Filho é ligado à Fundação José Sarney, sediada em São Luís (MA), mas foi nomeado para secretário parlamentar no Senado com salário R$ 7,6 mil, em 1995. "Trabalha" no gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA), aliado de Sarney.

12) Fernando Nelmásio Silva Belfort também é ligado à Fundação José Sarney, sediada em São Luís (MA). Sua nomeação para o gabinete da Liderança do Governo no Congresso foi em 24 de agosto de 2007. Ficou ali até em 3 de abril de 2009, com com salário de cerca de R$ 2.500.

13) O ex-deputado Chiquinho Escórcio, "faz-tudo" da família Sarney em Brasília, foi nomeado por Roseana representante do governo em Brasília, cargo com status de secretário estadual.

Há dois anos, ele foi acusado de espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO) por orientação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), de quem era assessor especial.

14) Juliana, filha de Chiquinho, ganhou uma nomeação no gabinete do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a vaga deixada por Roseana Sarney (PMDB),

15) Alba Leide Nunes Lima, mulher de Chiquinho, trabalha desde março de 2008 no gabinete pessoal de Sarney.

16) Said Dib, assessor de imprensa de Sarney para o Amapá, cuida do blog do presidente. Porém, como não haviam mais vagas no gabiente de Sarney, ele é lotado na Direção Geral, a pedido de Agaciel Maia.

17) O ex-presidente do PMDB do Amapá, Raimundo Azevedo Costa, é lotado no gabinete de Sarney.

18) O ex-secretário estadual do PMDB no Maranhão Wilson Ramos Neiva é lotado no gabinete de Sarney.

19) Ex-secretária do governo do Maranhão, Marilia Lameiras, trabalha como assessora no gabinete de Mauro Fecury (PMDB-MA).

20) Luiz Carlos Bello Parga Júnior, filho do ex-senador maranhense Bello Parga, também é lotado no gabinete de Mauro Fecury (PMDB-MA).

21) Antônio Leonardo Gomes Neto é lotado no gabinete de Edison Lobão Filho (PMDB-MA). Gomes Neto é executivo do Sistema Difusora de Comunicação, de propriedade da família de Edison Lobão, ministro da comunicação e pai do senador.

22) Vânia Lins Uchôa Lopes é assessora técnica da presidência do Senado desde 8 de abril de 2005, quando Renan Calheiros (PMDB-AL) ocupava o cargo. Sarney manteve Vânia no emprego. Ela recebe sem dar expediente no local e é mulher de Tito Uchôa, primo de Renan. Em 2007, Tito foi apontado como comprador de emissoras de rádio em Alagoas em nome de Renan, que seria o verdadeiro proprietário.

23) O namorado da neta de Sarney é funcionário do Ministério de Minas e Energia. Estudante de direito, Luiz Gustavo Amorim namora Rafaela Sarney, filha adotiva da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

24) Ana Carolina Ferreira, filha do deputado federal Albérico Ferreira Filho (PMDB-MA), primo de Sarney, foi abrigada no gabinete de Sarney até 23 de junho 2008.

25) Ana Luiza Ferreira, outra filha de Ferreira Filho, também era lotada no gabinete de Sarney.

26) A estudante Gabriela Aragão Guimarães Mendes, apesar de formalmente lotada no gabinete de Sarney, não dá expediente lá.

27) Maria do Carmo de Castro Macieira foi nomeada em 29 de junho de 2005 para o gabinete de Roseana Sarney através de um ato secreto e, com a saída da senadora para assumir o governo do Maranhão, foi lotada no gabinete de José Sarney. Maria é casada com Fábio Boeris Macieira, sobrinho da mulher de Sarney, dona Marly. Ela foi retirada do cargo no dia 21 de agosto de 2009.

Em 10 de junho de 2009, o Estado de S. Paulo, (aqui) mostrou que ato administrativo secreto exonerou João Fernando Michels Gonçalves Sarney, neto de Sarney, contratado pelo gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) em fevereiro de 2007. Ele saiu do cargo um ano e oito meses depois, quando o Supremo Tribunal Federal determinou a proibição do nepotismo nos três poderes. Segundo Sarney (aqui) o ato não foi secreto e a contratação não teria sido feita a seu pedido.

Em 11 de junho de 2009, o Estado de S. Paulo (aqui) revelou que, para o lugar do neto de Sarney, foi contratada a mãe dele, Rosângela Terezinha Michels Gonçalves.

"Eu devia favores ao Fernando (Sarney, o filho do presidente do Senado). Ele me ajudou na campanha. Eu era brigado com o Sarney e ele me ajudou na minha eleição", explicou Cafeteira à reportagem.

Em 13 de junho de 2009, o Estado de S. Paulo (aqui) mostrou que um ato secreto deu um cargo à sobrinha de Sarney, Vera Portela Macieira Borges.

No dia 24 de março de 2003 a primeira nomeação de Vera foi publicada, às claras, assinada pelo então diretor-geral Agaciel Maia, mas ela não tomou posse. Um mês e meio depois, porém, Agaciel assinou duas outras medidas, mas com caráter de sigilo. Uma delas tratava da nomeação da sobrinha do presidente do Senado.

A assessoria de Sarney confirmou o parentesco, a nomeação e informou que, ela seria funcionária de carreira do Ministério da Agricultura e estaria "cedida" ao Senado. Segundo a assessoria, Vera dá expediente no escritório político do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande.

A reportagem ligou para o escritório de Delcídio em Campo Grande e os funcionários disseram não conhecer nenhuma Vera Macieira.

Em 17 de junho, o Estado de S. Paulo (aqui) mostrou que uma prima e uma sobrinha de Jorge Murad, marido da ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), foram contratadas pela Casa.

Virgínia Murad de Araújo foi nomeada, em 29 de maio de 2007, assistente parlamentar do gabinete da liderança do governo no Congresso, à época ocupada por Roseana. Seu salário, na ocasião, era de R$ 1.247. Onze meses após ter sido nomeada, ela passou a ganhar exatamente o dobro - R$ 2.494.

Virgínia é filha do ex-deputado Emílio Biló Murad, primo de Jorge Murad, genro de Sarney. Ela está até hoje na folha do Senado, mas a reportagem não encontrou Virgínia no gabinete. A assessoria de José Sarney disse que ela trabalhava para Roseana e hoje no gabinete de Mauro Fecury, que assumiu a vaga da atual governadora.

A outra parente do genro de Sarney lotada no Senado é Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, que vinha ganhando salário do Senado, apesar de morar em Barcelona, na Espanha. Isabella estava lotada na liderança do PTB. Foi nomeada em fevereiro de 2007. Na época, o líder do PTB era o senador Epitácio Cafeteira (MA), aliado de Sarney.

O secretário de Comunicação do governo do Maranhão, Sérgio Macedo, afirmou à reportagem que Isabella devolverá aos cofres públicos o dinheiro ganho do Senado desde que saiu do país, no início do ano. "Antes de sair ela deixou pronto o pedido de demissão, mas por alguma falha técnica isso não foi processado", afirmou Macedo.

Cafeteira disse que nunca deu falta de Isabella. "Não sou fiscal de funcionário," disse.

Em 18 de junho, o Estado de S. Paulo (aqui) revelou que o irmão de José Sarney, o escritor e advogado Ivan Sarney (PMDB), foi exonerado do Senado por um ato secreto.

Vereador de São Luís entre 1992 e 2004, ele foi acomodado no dia 5 de maio de 2005 na Segunda Secretaria do Senado, ocupada pelo senador João Alberto (PMDB-MA), hoje vice-governador do Maranhão.

Sua nomeação no Senado foi pública misturada a outros 26 atos em um mesmo boletim. No dia 1º de fevereiro de 2007, foi transferido para o gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

Em 18 de junho, o Correio Braziliense (aqui) revelou que Shirley Duarte Pinto de Araújo, cunhada de José Sarney (PMDB-AP), foi lotada durante seis anos no gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA).

Ela deixou o cargo quando Roseana se desligou do Senado para governar o Maranhão.

No dia 20 de junho, o Estado de S. Paulo, (aqui) mostrou que o mordomo da casa de Roseana Sarney é pago pelo Senado com salário de cerca de R$ 12 mil por mês como assessor de gabinete.

Um ato de 21 de fevereiro de 2003 transferiu Machado para o gabinete de Roseana. Antes, ocupante do cargo de técnico legislativo, ele ganhou função comissionada.

"Ele é meu afilhado. Fui eu que o trouxe do Maranhão. Ele vai à casa quando preciso, uma duas ou três vezes por semana. É motorista noturno e é do Senado. E lá até ganha bem," disse Roseana.

O Estado procurou o servidor na casa da governadora, mas o empregado que atendeu informou que ele estava há dez dias em São Paulo, acompanhando Roseana.

Em 23 de junho, Folha (aqui) mostrou que Sarney utilizou a verba indenizatória destinada ao apoio da atividade parlamentar para contratar uma empresa para organizar seu acervo pessoal de livros e documento.

Segundo a reportagem, o arquivo fica em sua residência particular, na Península dos Ministros, em Brasília. Entre em abril e maio, Sarney pagou R$ 8.600 à Memória Viva Pesquisa e Manutenção de Acervos Históricos. Foram os seus únicos gastos com a verba indenizatória no período.

Por meio de sua assessoria, ele justificou os gastos dizendo que o acervo é um importante instrumento de trabalho e serve à atividade parlamentar. O presidente do Senado disse ainda que as obras lá contidas poderão ser doadas a um órgão público num futuro próximo.

Em 23 de junho, Folha (aqui -para assinantes) o Senado empregou dois funcionários ligados à Fundação José Sarney, sediada em São Luís (MA). A Presidência do Senado informou que os dois são voluntários da instituição.
Nonato Quintiliano Pereira Filho foi nomeado para secretário parlamentar, cujo salário é cerca de R$ 7.600, em 1995, e trabalha no gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA), aliado de Sarney.


Fernando Nelmásio Silva Belfort teve sua nomeação para o gabinete da Liderança do Governo no Congresso em 24 de agosto de 2007. Foi exonerado em 3 de abril passado. Ele ocupava cargo de assistente parlamentar, com salário de cerca de R$ 2.500.

A líder do governo era a então senadora Roseana Sarney (PMDB), que deixou a Casa para assumir o governo do Maranhão.
Lobão Filho diz que Pereira Filho nega veementemente ser funcionário da fundação, apesar de seu nome aparecer no site na internet como responsável pela coordenação de projetos. Belfort aparece como diretor-executivo. 
"Ele faz um trabalho político para mim aqui no Maranhão, é ligado ao Sarney, mas não trabalha na fundação. Se o Sarney me pedisse, eu o liberava para a fundação", diz o senador.


Segundo o Estado de S. Paulo do mesmo dia aqui, dois funcionários que batem ponto no memorial que o presidente do Senado, mantém em São Luís são assessores do Senado. Um deles ganhou o cargo em 1995 e está empregado na Casa até hoje, com salário de R$ 7,6 mil. Seu nome: Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho, de 46 anos. "Raimundinho", como é chamado pelos amigos, é coordenador de projetos da Fundação José Sarney, nome que designa a entidade criada pelo ex-presidente da República para preservar sua própria história.

Procurado pela reportagem, Raimundo primeiro negou que trabalhasse no Senado. "Eu trabalhei no Senado em 1995", disse. Dois minutos depois, se corrigiu: "Não nego nem confirmo. Não tenho que dar informação a vocês." Maranhense de Caxias, negou peremptoriamente que trabalhasse na Fundação José Sarney. "Me mostre onde isso está escrito", desafiou. Informado que seu nome consta até do site da fundação-museu, ele desligou o telefone.

O outro empregado nomeado pelo Senado é Fernando Nelmásio Silva Belfort, de 60 anos. Diretor executivo do museu - e também mausoléu de Sarney -, ele esteve na folha de pagamento da Casa entre agosto de 2007 e abril de 2009, quando a filha do senador, Roseana Sarney (PMDB), hoje governadora do Maranhão, era líder do governo no Congresso. Ele recebia salário de R$ 2,5 mil por mês.

A assessoria de Sarney informou que não comentaria as nomeações. O assessor de Roseana disse não conhecer Belfort.

Em 25 de junho, o Painel da Folha de 25 de junho (aqui -para assinantes) mostra que o presidente José Sarney (PMDB-AP) empregou seu primeiro suplente, Jorge Nova da Costa, como assessor parlamentar em seu gabinete de apoio.


Costa, amigo de Sarney e ex-governador do Amapá quando este ainda era território, ganhou a vaga em 10 de outubro de 2006. O ato de sua nomeação, de número 1986, não foi secreto: aparece registrado no Boletim de Pessoal 3583 e traz a assinatura do onipresente diretor-geral Agaciel Maia.

Em 25 de junho, a Folha (aqui - para assinantes) mostra que uma funcionário de Sarney nomeada por ato secreto mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para senadores. Valéria Freire dos Santos é viúva de um ex-motorista de Sarney e desde que mudou para o local ganhou um emprego no Senado.

O primeiro emprego de Valéria no Senado foi na direção geral. Em novembro do ano passado, ela foi transferida para o gabinete pessoal de Sarney por um ato que só veio a ser divulgado em abril deste ano. Para servir café em expediente de meio período, recebe salário de R$ 2.313,30 por mês.

Em 26 de junho de 2009, a Folha (aqui) mostrou mais nove casos de aliados contratados por Sarney no Senado.

A assessoria de imprensa do presidente do Senado afirmou que todos os nomeados em seu gabinete são pessoas "extremamente qualificadas".

Reportagem da Folha (aqui) em 27 de junho de 2009 trouxe a informação sobre a funcionária Vânia Lins Uchôa Lopes na Presidência do Senado, que recebe sem aparecer e é mulher de Tito Uchôa, primo de Renan Calheiros. Em 2007, Tito foi apontado como comprador de emissoras de rádio em Alagoas em nome de Renan, que seria o verdadeiro proprietário.

A assessoria de José Sarney (PMDB-AP) admitiu haver fantasmas no gabinete da presidência. Sarney teria determinado uma varredura nesses casos. Vânia foi procurada pela Folha em sua casa, em Maceió, mas a informação era que estava viajando. Renan Calheiros não comentou.

Segundo a Folha do dia 30 de junho, a funcionária foi demitida (aqui).

EM 12 de julho de 2007, a Folha (aqui) mostrou que o namorado da neta do presidente de Sarney é funcionário do Ministério de Minas e Energia. Estudante de direito, Luiz Gustavo Amorim namora Rafaela Sarney, filha adotiva da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

No começo de 2008, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) assumiu o ministério. Foi ele quem empregou Gustavo, nomeado em fevereiro de 2008.

Com salário de R$ 2.518,42, ele ocupa cargo de confiança na Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral. A Folha tentou encontrá-lo no local, mas ninguém o conhecia. Procurado pela reportagem, Luiz não comentou o assunto.

Em 29 de julho, o Estado de S. Paulo revelou que a estudante Gabriela Aragão Guimarães Mendes, apesar de formalmente lotada no gabinete do próprio Sarney, não dá expediente lá. Apesar de receber salário do Senado, Gabriela, de 25 anos, dá expediente no edifício sede da Caixa Econômica Federal, onde é estagiária de direito

A assessoria de Sarney divulgou nota (aqui) dizendo que apesar de ser nomeada para o gabinete de Sarney ela foi "cedida" para o Conselho Editorial do Senado.

Em 6 de agosto, a Folha (aqui) mostrou que Sarney recebe mensalmente ao menos R$ 52 mil dos cofres públicos, mais do que o dobro permitido pela Constituição.

Além do salário de senador (R$ 16.500), ele acumula duas aposentadorias no Maranhão que totalizavam o valor de R$ 35.560,98 em 2007.

Gravações da PF mostram favorecimento

Em 22 de julho, o Estadão (aqui) divulgou uma sequência de diálogos gravados pela Polícia Federal durante a Operação Boi Barrica. Eles mostram ligação explícita entre a família Sarney e nomeações feitas por Agaciel através de atos secretos.

Em uma das conversas, Fernando Sarney diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

Em outra conversa, o senador se compromete a falar com Agaciel. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.

A íntegra das gravações está disponível aqui.

Escute abaixo os diálogos, em reportagem da Jovem Pan Online:



Em 23 de julho, o Estado de S. Paulo (aqui) revelou outras gravações. Elas mostram a interferência de José Sarney no judiciário:



Em 31 de julho, o site do Estado de S. Paulo (aqui) mostrou que o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham as informações e gravações da operação Boi Barrica.

O recurso judicial, segundo o jornal, foi apresentado por Fernando Sarney na quinta-feira anterior, dia 30 de julho, e acatado na sexta-feira, dia 31.

O pedido inicial era para que fosse aplicada multa de R$ 300 mil em caso de descumprimento da decisão judicial. O Grupo Estado recorreu da liminar.

Em 3 de agosto, José Sarney e seu filho divulgaram notas comentando a censura ao Estadão.

O pai afirmou que seu filho "tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante por parte de "O Estado de S. Paulo'". Ele diz, orém, não ter sido consultado sobre a ação movida por Fernando. "Por isso é uma distorção de má-fé querer me responsabilizar pelo fato", afirmou.

Já Fernando afirmou que o jornal divulga "ilicitamente informações" em segredo de Justiça. "É lamentável, portanto, que uma decisão judicial que simplesmente exige o respeito a garantias constitucionais inerentes a todo cidadão -intimidade, privacidade, honra e imagem- esteja sendo apresentada como forma de censura à imprensa."

O que aconteceu?

Em entrevista à Folha (aqui), publicada no dia 16 de junho, Sarney afirmou não ter errado ao indicar parentes para cargos na Casa e que não iria renunciar.

Sem citar nomes, ele disse suspeitar de sabotagem interna. "Não descarto essa hipótese. Até porque falam dos atos secretos, mas só aparecem os meus. Não tenho provas."

Em discurso no plenário do Senado (aqui), no dia 16 de junho, Sarney reafirmou desconhecer os atos secretos.

"A crise é do Senado, não é minha", disse Sarney no discurso. "Eu, ao longo da vida, não tenho feito outra coisa se não louvar a instituição administrativa. Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar qualquer ato menor que eu nunca pratiquei na minha vida. Eu, aqui, vi muitos escândalos, mas em nenhum momento meu nome foi envolvido",

Aqui, o discurso completo de Sarney.



Em 16 de junho, (aqui) Delcídio Amaral disse que Sarney iria afastar a sua sobrinha do seu gabinete e colocá-la de volta no Ministério da Agricultura.

Em 19 de junho (aqui) Sarney anunciou a criação de uma comissão de sindicância para apurar o caso.

"A comissão de sindicância será criada de acordo com a lei e, ao mesmo tempo, acompanhada pelo procurador-geral da República, para iniciar o processo para apurar as verdadeiras responsabilidades. Depois, teremos um inquérito administrativo para punir os culpados", disse Sarney.

O presidente do Senado também anunciou que haverá uma auditoria externa para a folha de pagamento do Senado.

Sarney prometeu também criar "imediatamente" um portal de transparência, "que publique tudo o que acontece dentro da casa, sem negar nenhuma informação sobre o que acontece ao público".



Em 22 de junho, o senador Cristovam Buarque pediu o afastamento de Sarney da presidência da Casa e outros senadores ampliaram a pressão sobre ele, cobrando a demissão de ex-diretores (aqui).

Alheio ao pedido dos outros senadores, o corregedor Romeu Tuma disse que não havia elementos para investigar Sarney e que crise no Senado é geral (aqui)

Depois de ouvir por mais de duas horas os discursos de senadores cobrando uma "limpeza" no Senado, o presidente da Casa disse que não vai acobertar ninguém mas se recusa a limpar "o lixo" do Senado.

"Eu julguei que, quando fui eleito presidente, era para presidir politicamente a Casa e não para ficar submetido a procurar a dispensa ou limpar o lixo das cozinhas da Casa," disse ele (aqui).

Sarney disse ainda que o Senado nunca pagou mordomo para sua filha, e chamou as as acusações de "calúnias" (aqui).

Em 25 de junho, os líderes da oposição defenderam que Sarney permaneçesse no comando da instituição, mas se afastasse das decisões referentes aos processos que investigam irregularidades na Casa. Segundo senadores do PSDB e do DEM, a descoberta de que o neto de Sarney, José Adriano Sarney, intermediava empréstimos consignados entre seis instituições financeiras e servidores da Casa impede o peemedebista de continuar à frente das apurações.

Já o pemedebista Pedro Simon (PMDB-RS) pediu a saída de Sarney da presidência.



Em 25 de junho, Lula voltou a defender Sarney (aqui).

"Acho que o Sarney foi eleito pelos senadores e tem o compromisso de fazer a apuração. Ele me disse que está apurando, espero que haja uma investigação", disse Lula.

Em 25 de junho, o senador Mão Santa (PMDB-PI) pediu a desocupação do imóvel funcional ocupado por Valéria Freire dos Santos, funcionária de Sarney (aqui).

O secretário de imprensa da presidência do Senado, Chico Mendonça, escreveu carta para a edição de 26 de junho da Folha (aqui para assinantes). Na carta, o secretário diz que Valéria teve o marido "brutalmente assassinado por assaltantes, a facadas, dentro de sua casa, na frente dos filhos e da própria mulher". Segundo a carta, "a viúva recebeu permissão para ficar no alojamento térreo do zelador enquanto procurava por nova casa, situação que perdura até hoje. Está, agora, de mudança. Seu abrigo no local deveu-se a razão exclusivamente humanitária."

Em 28 de junho, a Folha publicou resultado de enquete (aqui) com 69 dos 81 senadores. O resultado: 36 senadores achavam que Sarney deveria ficar na cadeira de presidente; 22 queriam que ele se licenciasse do cargo durante as investigações; 11 não quiseram se manifestar.

Sarney escreveu uma carta em sua defesa, publicada no dia 30 de junho no Painel do Leitor da Folha (aqui -para assinantes). Segue a íntegra dela:

"1. "Crédito consignado': a autorização para o HSBC operar com crédito consignado no Senado Federal é de 2005, quando eu não exercia nenhuma função na direção da Casa. Quando assumi, em fevereiro, essa autorização não mais funcionou. O meu neto nunca teve contrato ou autorização dada pelo Senado. Sua relação era exclusivamente com o HSBC;
2. "Afilhados políticos': o doutor Jorge Nova da Costa, meu assessor, é ex-governador do Amapá, com uma longa carreira no serviço público e especialista em assuntos agrários; 3. "Fundação': o senhor Raimundo Nonato Quintiliano é funcionário do gabinete do senador Lobão e apenas presta serviço voluntário na Escola de Música do Bom Menino, entidade filantrópica que atende a cerca de 700 meninos pobres que recebem instrução e três refeições diárias e há 12 anos realiza grande obra social;
4. "Apartamentos': a servente de meu gabinete, Valéria Carvalho Freire dos Santos, é viúva de um antigo vigia do bloco do Senado, que foi assassinado barbaramente -e ela ficou alojada provisoriamente nas dependências da portaria, e não em apartamento reservado a senadores. Assim foi feito por motivo humanitário, enquanto não encontrava residência. O ex-senador Bello Parga, em estado de saúde extremamente grave (de que infelizmente veio a morrer) ocupou seu apartamento depois de terminado o mandato enquanto aguardava condições para voltar a São Luís;
5. "Biblioteca': pesquisadores trabalham na organização de meu arquivo e fazem pesquisas importantes para minhas tarefas;
6. "Secreta': o funcionário Amaury de Jesus Machado trabalha no Senado há 20 anos e nunca esteve lotado em meu gabinete;
7. "Neto': não tive nenhuma ingerência para sua contratação ou exoneração do gabinete do senador Cafeteira nem para que o ato de sua exoneração não fosse publicado;
8. "Sobrinhas': pedi que uma sobrinha de minha mulher, Vera Macieira Borges, fosse requisitada por Delcídio Amaral ao Ministério da Agricultura para trabalhar em seu gabinete em 2005, antes da súmula sobre nepotismo do STF. Não tive outra sobrinha lotada no gabinete da senadora Roseana Sarney.
9. "Genro': não tive nenhuma ingerência ou conhecimento anterior da contratação de parente de meu genro para cargo na liderança do governo no Congresso; Isabella Murad Cabral Alves dos Santos foi funcionária do gabinete do senador Cafeteira -foi exonerada, e recomendei ao senador a cobrança dos valores pagos indevidamente:
10. "Irmão e cunhada': meu irmão, Ivan Sarney, membro do Diretório Regional do PMDB, prestou serviços de 2005 a 2007 no gabinete do então senador João Alberto, presidente do diretório, e nenhuma ingerência tive nesse fato; nunca tive cunhada em meu gabinete;
11. "Auxílio-moradia': trata-se de vantagem concedida nas normas da Casa aos senadores, e só a recebi por oito meses, sem solicitá-la.
Assim, as ilações e vinculações que misturam meu nome a esses atos correm por conta dos informantes do jornal, e não por qualquer ato direto meu."

Em 30 de junho, (aqui) o PSOL fez representação pedindo a cassação do presidente do Senado.

Em 30 de junho (aqui) as bancadas do PSDB, DEM e PDT pediram a saída de Sarney da presidência.

Em 1º de junho, a bancada do PT pediu o afastamento de Sarney por 30 dias, em reunião na casa do presidente. Sarney não aceitou, e disse que sua saída seria "8 ou 80", ou seja, se saísse, seria somente através da renúncia. Porém, na noite do 1º de junho, a bancada petista se reuniu novamente com o presidente e reiterou seu apoio a ele (aqui).

Em 3 de julho, a bancada do PT se reuniu com o presidente Lula (aqui). O presidente discordou do afastamento proposto pelos senadores, alegando que ela acabaria com a governabilidade e geraria instabilidade.

Antes do Senado entrar em recesso, no dia 17 de julho, Sarney recomendou silêncio aos outros senadores e disse ser perseguido pela imprensa (aqui). Aqui, a íntegra do discurso.

Em 27 de julho, o advogado-geral da União, Antonio Dias Toffoli, disse que Sarney não praticou nepotismo ao negociar a contratação do namorada de sua neta (aqui).

"Do ponto de vista legal, estritamente jurídico, não existe ilegalidade, pode se falar em uma eventual imoralidade. Aliás, nesse caso nem se pode aplicar o nepotismo, pois não há uma relação de vinculo, de casamento, mas de namoro", afirmou Toffoli durante entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura.

Em 28 de julho, o PSDB protocolou três representações contra Sarney no Conselho de Ética (aqui).

Em 30 de julho, já haviam 11 acusações contra Sarney no Conselho de Ética. Além das referentes às indicações de cargos, há aquelas ligadas a outros dois escândalos: Fundação Sarney é suspeita de desviar verba de estatal e Sarney oculta da justiça casa de R$4 milhões e a usa para reunião com lobistas.

Em 31 de julho, Sarney escreveu de forma indireta sobre a crise em sua coluna na Folha de S. Paulo (aqui):

"Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.

Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?

Há alguns anos discutimos esses temas numa Conferência das Nações Unidas em Bilbao. Conclusão: saímos todos certos de que acabou a privacidade e os direitos individuais estão condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições." Em 3 de agosto, Simon discutiu com Collor e Renan no plenário sobre a saída de Sarney.



Em 5 de agosto, Sarney discursou no plenário, falando de algumas das acusações. Leia o discurso na íntegra aqui.

Em 5 de agosto, o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ) arquivou quatro denúncias contra Sarney: duas feitas pelo PSOL e duas feitas por Virgílio (aqui).

Em 7 de agosto, Duque arquivou as 7 ações restantes contra Sarney no Conselho de Ética (aqui).

Nos dias 11 e 12 de agosto, senadores da oposição pediram o desarquivamento das 11 ações contra Sarney que foram arquivadas por Paulo Duque (aqui e aqui).

Os pedidos foram assinados por Demóstenes Torres (DEM-GO), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), Eliseu Resende (DEM-MG), Marisa Serrano (PSDB-MS) e José Nery (PSOL-PA). Agora, o plenário do Conselho deve decidir se as denúncias e representações serão julgadas.

Em 19 de agosto, todas as acusações contra Sarney no Conselho de Ética foram arquivadas em definitivo aqui.

Veja como votou cada senador no conselho (aqui ).

Titulares:

Heráclito Fortes (DEM-PI) - ausente
Eliseu Resende (DEM-MG) - Sim
Marisa Serrano (PSDB-MS) - Sim
Sérgio Guerra (PSDB-PE) - Sim
Wellington Salgado (PMDB-MG) - Não (contra as denúncias que envolvem Sarney)
Almeida Lima (PMDB-SE) - Não
Gilvam Borges (PMDB-AP) - Não
João Pedro (PT-AM) - Não
Inácio Arruda (PC do B-CE) - Não
Gim Argelllo (PTB-DF) - Não
João Durval (PDT-BA) - ausente
Romeu Tuma (PTB-SP) - Não (vota como corregedor do Senado, que tem assento no Conselho de Ética)
Paulo Duque (PMDB-RJ) - como presidente do conselho, ele só votaria no caso de empate

Suplentes:

ACM Júnior (DEM-BA) - ausente
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - Sim
Delcídio Amaral (PT-MS) - Não
Ideli Salvatti (PT-SC) - Não
Jefferson Praia (PDT-AM) - Sim

Crise no PT

A absolvição de Sarney no Conselho de Ética gerou uma crise no PT. A posição oficial da bancada no Senado era contrária ao arquivamento de todas as acusações. Porém, todos os senadores petistas no conselho votaram pelo engavetamento.

Na sessão do conselho, o senador João Pedro (PT-AM) leu uma carta do presidente do partido, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), pedindo o arquivamento das denúncias.

Leia a íntegra da carta aqui.

Contrário ao arquivamento de todas as acusações, o líder do PT, Aloizio Mercadante (PT-SP), anunciou sua saída da liderança no dia 20 de agosto, atráves da seguinte mensagem em seu twitter: "Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável".

Na noite do dia 20 de agosto, Mercadante encontrou o presidente Lula e voltou atrás da decisão.



No dia 21, ele fez um discurso afirmando que permanecia no cargo e leu uma carta do presidente Lula no plenário.

Leia a íntegra da carta aqui.

Acompanhe os escândalos

  1. 01. Verba indenizatória secreta na Câmara e no Senado
  2. 02. Castelogate, o deputado Edmar Moreira e sua segurança privada
  3. 03. Agaciel Maia, diretor-geral do Senado, e sua mansão
  4. 04. Horas extras nas férias para funcionários da Câmara e do Senado
  5. 05. Chico Alencar (PSOL-RJ) contrata correligionário
  6. 06. Diretor do Senado usava apartamento funcional para família
  7. 07. Sarney utiliza seguranças do Senado no Maranhão
  8. 08. Empresas terceirizadas abrigam parentes de diretores e funcionários do Senado
  9. 09. Tião Viana empresta celular à filha em viagem ao México
  10. 10. Diretores no Senado: eram 181
  11. 11. Assessora de Roseana Sarney também era diretora
  12. 12. Renan emprega sogra de assessor no Senado, filho na Câmara, tem funcionários fantasmas e aliado recebendo verba indenizatória em Alagoas
  13. 13. Filha de FHC trabalha de casa para senador
  14. 14. Diretora de comunicação do Senado em campanha
  15. 15. Deputado Alberto Fraga (DEM-DF) contrata empregada doméstica
  16. 16. Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) contrata empregada doméstica
  17. 17. Deputado José Paulo Tóffano (PV-SP) contrata empregada doméstica
  18. 18. Tasso Jereissati (PSDB-CE) e os loucos por jatinhos
  19. 19. Gráfica do Senado imprime material de campanha
  20. 20. Funcionários do senador Adelmir Santana (DEM-DF) prestam serviço a vice-governador
  21. 21. Ministro Hélio Costa (PMDB, Comunicações) usa serviço de secretária paga pelo seu suplente no Senado, Wellington Salgado (PMDB-MG)
  22. 22. Terceirização irregular no Senado
  23. 23. Deputado Fábio Faria (PMN-RN) pagou viagens para Carnatal, inclusive para Adriane Galisteu
  24. 24. Ministros-deputados usam passagens da Câmara
  25. 25. Deputados fazem viagens internacionais pagas pela Câmara
  26. 26. Câmara e Senado perdoam todos os delitos da "farra aérea" e fingem cortar gastos
  27. 27. Viúva do senador Jefferson Péres (PDT-AM) recebe sobra de passagens em dinheiro
  28. 28. Ministros do Supremo Tribunal Federal entram na cota de passagens da Câmara
  29. 29. Senador Gerson Camata (PMDB-ES) acusado de uso de caixa dois
  30. 30. Delegado Protógenes Queiroz voou com passagens do PSOL
  31. 31. Membros do Conselho de Ética usaram passagens e ajudam financiadores de suas campanhas
  32. 32. Fernando Gabeira (PV-RJ) deu passagens para família ir ao exterior e contratou mulher com verba indenizatória
  33. 33. Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, também usou passagens para "familiares e terceiros"
  34. 34. Ministro do TCU Augusto Nardes (ex-deputado) voa na cota do deputado Otávio Germano (PP-RS)
  35. 35. Câmara pagou 42 passagens para ex-diretor do Senado João Carlos Zoghbi e família
  36. 36.Senado paga motorista de ministro Hélio Costa (Comunicações) em BH
  37. 37. Ciro Gomes (PSB-CE) reage à reportagem sobre passagens com xingamentos
  38. 38. Gabinetes da Câmara negociam bilhetes de deputados com agências
  39. 39. Senadores têm seguro saúde vitalício para a família
  40. 40. Senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) usou assessor do Senado para compras particulares
  41. 41. Ex-diretor de RH do Senado João Carlos Zoghbi usava empresas de fachada
  42. 42. Deputado Eugênio Rabelo (PP-CE) usa cota aérea com time de futebol
  43. 43. Deputados "clonam" prestação de contas
  44. 44. Deputado Geraldo Resende (PMDB-MS) pagou com verba indenizatória advogado que atuou em sua defesa no TSE
  45. 45. 117 ex-deputados tiveram passagens aéreas pagas pela Câmara
  46. 46. Senador Magno Malta (PR-ES) passou quatro dias em Dubai com dinheiro do Senado
  47. 47. Senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Paulo Paim (PT-RS) e Osmar Dias (PDT-PR) usaram cota para voos ao exterior
  48. 48. Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) cedeu passagens a primo e a 2 assessores
  49. 49. Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) deu passagem para namorada ir ao exterior
  50. 50. Senadores vivos 'ganham' ruas e avenidas em reduto eleitoral
  51. 51. Funcionário preso do Senado recebeu salário por 5 anos
  52. 52. Senado pagou 291 passagens para ex-senadores e até para dois senadores já mortos
  53. 53. Câmara paga piloto de avião de ministro Geddel Vieira Lima (PMDB, Integração)
  54. 54. Câmara paga 8 voos para investigado pela PF que é colaborador do empresário Fernando Sarney
  55. 55. STF abre processo contra deputado acusado de atentado violento ao pudor
  56. 56. Auxílio-moradia para comprar apto. E para quem não precisa: deputados Alexandre Silveira (PPS-MG) e Rita Camara (PMDB-ES) e senadores Gerson Camata (PMDB-ES), José Sarney (PMDB-AP), João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT)
  57. 57. Efraim Morais (DEM-PB): 52 funcionários fantasmas e carro oficial para uso particular
  58. 58. Servidor do PMDB no Senado que ganha R$ 15 mil mensais dá expediente em loja de móveis
  59. 59. Funcionário envolvido em operação da PF é indicado para comissão no Senado
  60. 60. José Sarney tem amigos, aliados e parentes contratados pelo Senado
  61. 61. Senado usa mais de mil atos secretos para criar cargos e aumentar benefícios
  62. 62. Senado indeniza empresa suspeita de irregularidade com R$700 mil
  63. 63. Deputados ignoram regras da Câmara para pagar alimentação
  64. 64. 350 funcionários do Senado têm salário maior que o de ministros do STF
  65. 65. Valdir Raupp (PMDB-RO) aprova concessão de rádio que tem como sócio seu assessor
  66. 66. Arthur Virgílio (PSDB-AM) mantém fantasma em seu gabinete
  67. 67. Neto de Sarney opera no Senado crédito consignado, que é alvo da PF
  68. 68. Fernando Collor (PTB-AL) usa verba indenizatória para vigiar Casa da Dinda e comprar quentinhas
  69. 69. Nova diretora de RH do Senado entrou no emprego em trem da alegria
  70. 70. Sarney oculta da Justiça casa de R$ 4 milhões e a usa para reunião com lobistas
  71. 71. Senado tem contas secretas
  72. 72. Ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) emprega mulher na Câmara
  73. 73. Senado ignora decisão do STF e mantém nepotismo
  74. 74. Fundação Sarney é suspeita de desviar verba de estatal
  75. 75. Sarney é acusado de ter conta bancária no exterior
  76. 76. Senadores inflam gabinetes com afilhados políticos
  77. 77. Fabricante de caças pagou viagem de deputados a Paris
  78. 78.Trem da alegria secreto efetivou 82 servidores do Senado sem concurso
  79. 79. Comissões do Senado empregam fantasmas
  80. 80. Senado usou quase R$ 1 milhão de verba de fundo sem licitação
  81. 81. Paulo Roberto (PTB-RS) e Eugênio Rabelo (PP-CE) são acusados de reter salários de assessores
  82. 82. Roseana Sarney (PMDB-MA) pagou secretária com verba indenizatória
  83. 83. Rosalba Ciarlini (DEM-RN) usou cota de passagens aéreas para turismo
  84. 84. Álvaro Dias (PSDB-PR) não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral
  85. 85. Sérgio Guerra (PSDB-PE) bancou viagem de filha à Nova York com dinheiro do Senado
  86. 86. Senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), investigado pelo Fisco, dá emprego a filha do secretário da Receita
  87. 87. Empreiteira pagou dois imóveis para família Sarney em SP
  88. 88.Senado gastou R$ 25 mil em acordo que ficou só no papel
  89. 89.Tião Viana (PT-AC) ocultou casa de R$ 600 mil da Justiça Eleitoral
  90. 90. Senado ignora sobrepreço em obra de prédio
  91. 91. Papaléo Paes (PSDB-AP) quis contratar mulher de Agaciel Maia para trabalhar em seu gabinete
  92. 92. Câmara perdoa 85% das faltas dos deputados
  93. 93. Senado gastou R$ 70 mil em curso de Ideli Salvatti (PT-SC) em 3 países
  94. 94. Ministro do PR usa emendas de orçamento para atrair deputados ao seu partido
  95. 95. Marco Maciel tinha funcionário presidiário recebendo salário
  96. 96. 98 servidores do Senado fizeram cursos no exterior em 2007 e 2008
  97. 97. Dos 3.413 funcionários efetivos do Senado, apenas 300 não recebem complementação salarial
  98. 98. José Sarney (PMDB-AP) e Michel Temer (PMDB-SP) mantém supersalários
  99. 99. Senado custeia despesas da Polícia Militar do Distrito Federal
  100. 100. Sem resultados, Parlasul gasta R$ 580 mil do Congresso Nacional em diárias
  101. 101. 828 servidores ignoram censo interno do Senado
  102. 102.Câmara cede imóvel funcional a Gastão Vieira, secretário de Roseana Sarney no Maranhão

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