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O escândalo
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) teria uma conta bancária no exterior não declarada à Receita Federal.
Reportagem publicada pela revista "Veja" (
aqui) revela que os arquivos que fazem parte de um processo sigiloso de liquidação do Banco Santos indicam que Sarney tinha uma conta no exterior.
Segundo a reportagem, documento com o título "JS-2" mostra que este era o nome-código de uma conta de dólares de Sarney.
Segundo a revista, Sarney e o banqueiro Edemar Cid Ferreira estiveram em Veneza, em junho de 2001, visitando a Bienal de Artes da cidade.
O banqueiro fez em seu computador registros financeiros da viagem. Nas anotações está a entrega de US$ 10 mil em Veneza a "JS".
Nas investigações feitas pela Polícia Federal e por auditores do Banco Central nas atividades financeiras clandestinas do Banco Santos consta que o arquivo "JS-2 -Posição exterior JS" registrava saldo no exterior de US$ 870,5 mil em outubro de 1999. No arquivo "JS" também constam retiradas da conta no exterior.
A reportagem mostra que em um dos saques, de US$ 2.273, depois convertido em reais, especifica-se para quem o dinheiro deve ser entregue: na al. Franca (SP), onde a família Sarney tem apartamento.
A conta no exterior não faz parte das declarações de Imposto de Renda de Sarney. Os dólares da conta "JS" equivaliam a R$ 1,7 milhão em 1999, 74% do patrimônio declarado por Sarney.
Por meio de sua assessoria, Sarney disse que não manteve recursos no exterior no período, mas confirmou que esteve em Veneza com Edemar e as despesas da viagem foram pagas pelo banqueiro.