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O escândalo
O Correio Braziliense (
aqui) mostrou que dos 3.413 funcionários efetivos do Senado, somente 300 não recebem complementação salarial.
As funções comissionadas (FCs) seriam destinadas somente aqueles funcionários que ocupam cargos de direção e chefia. Durante a gestão de Agaciel Maia na diretoria da Casa, a distribuição das gratificações virou regra.
As gratificações vão de R$ 1,3 mil a R$ 2,4 mil. Elas chegam a 40% os salários dos funcionários.
Segundo dados do Siga Brasil, o Senado gastou R$ 1,6 bilhão em gratificações por exercício de funções comissionadas em seis anos.
Mesmo com os gastos elevados, as gratificações podem ser incorporadas aos salários dos servidores.
A decisão de encorpar os salários dos efetivos foi sugerida pelo Conselho de Administração do Senado, a partir da proposta de reformulação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Caso os FCs sejam adicionados aos contracheques, haverá a possibilidade de criar ainda mais gratificações.
Para a decisão ser efetivada, ela tem que ser aprovada pela Mesa Diretora e depois pelo plenário do Senado.