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13/01/2009 - 17h14

Em quase seis anos, governo federal expulsou 1.969 servidores por práticas ilícitas

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Quase 2.000 servidores públicos foram expulsos do governo federal entre janeiro de 2003 e dezembro de 2008 por cometer práticas ilícitas. O levantamento foi feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e divulgado nesta terça-feira (13). No total foram expulsos 1.969 agentes públicos, sendo 1.705 as demissões de cargos efetivos, 143 as destituições de cargos em comissão e 121 as cassações de aposentadorias. Apenas em 2008, foram 347 expulsões.
  • Reprodução/Arte UOL

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Entre as causas da punição estão: uso do cargo para obtenção de vantagens (33,57%), improbidade administrativa (19,79%), abandono de cargo (10%), recebimento de propina (6,28%) e lesão aos cofres públicos (5,42%).

Segundo a CGU, o combate à impunidade foi intensificado devido ao Sistema de Correição da Administração Pública Federal, que tem uma unidade em cada ministério. O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, afirma em nota que antes da implantação do sistema, a maioria dos casos acabava prescrevendo. "Por isso, muita coisa se acumulou, daí o grande número de punições ocorridas nos últimos anos", diz o ministro.

Ainda de acordo com a CGU, as punições atingiram ocupantes de cargos altos, como diretores, superintendentes, procuradores, auditores e fiscais. Isso porque, em casos mais complexos, os processos foram instaurados diretamente na Controladoria. "Isso evita as pressões do corporativismo bem como o constrangimento natural que decorre das relações de amizade e coleguismo", afirma Hage.

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