Quase 2.000 servidores públicos foram expulsos do governo federal entre janeiro de 2003 e dezembro de 2008 por cometer práticas ilícitas. O levantamento foi feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e divulgado nesta terça-feira (13). No total foram expulsos 1.969 agentes públicos, sendo 1.705 as demissões de cargos efetivos, 143 as destituições de cargos em comissão e 121 as cassações de aposentadorias. Apenas em 2008, foram 347 expulsões.
Entre as causas da punição estão: uso do cargo para obtenção de vantagens (33,57%), improbidade administrativa (19,79%), abandono de cargo (10%), recebimento de propina (6,28%) e lesão aos cofres públicos (5,42%).
Segundo a CGU, o combate à impunidade foi intensificado devido ao Sistema de Correição da Administração Pública Federal, que tem uma unidade em cada ministério. O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, afirma em nota que antes da implantação do sistema, a maioria dos casos acabava prescrevendo. "Por isso, muita coisa se acumulou, daí o grande número de punições ocorridas nos últimos anos", diz o ministro.
Ainda de acordo com a CGU, as punições atingiram ocupantes de cargos altos, como diretores, superintendentes, procuradores, auditores e fiscais. Isso porque, em casos mais complexos, os processos foram instaurados diretamente na Controladoria. "Isso evita as pressões do corporativismo bem como o constrangimento natural que decorre das relações de amizade e coleguismo", afirma Hage.