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23/04/2009 - 16h00

Investimentos do PAC vão melhorar saneamento básico nos municípios, diz secretário

Lourenço Canuto
Da Agência Brasil
Em Brasília
Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) promoverão sensível melhoria na área do saneamento básico na maioria dos municípios brasileiros, a partir de 2011, com a conclusão das obras que estão em andamento, segundo o secretário Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegard Tiscoski. Ele fez a afirmação baseado na média de investimentos feitos no setor entre 2001 e 2007 e os recursos previstos para as obras que estão em execução.

De acordo com Tiscoski, enquanto nos últimos sete anos a aplicação anual de recursos nessa área variou de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,8 bilhões, os projetos do PAC envolvem R$ 40 bilhões, com os recursos da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, da Fundação Nacional de Saúde e do Ministério da Integração Nacional. Desse total, R$ 21,8 bilhões estão disponibilizados do Orçamento da União e de fontes de financiamento.

No momento, 76% das obras de saneamento previstas no PAC estão em andamento. Dessas, 80% deverão estar concluídas no próximo ano. Segundo Tiscoski, já foram contratadas 1.620 obras em 852 municípios. Ele disse que o setor de saneamento "estava desmobilizado e passou a andar depois da formalização dos projetos do PAC, que já teve 76% das obras iniciadas, sendo que 10% já foram executadas".

O programa já desembolsou 20% dos recursos previstos e deverá deslanchar neste ano, afirmou Tiscoski. O investimento em esgoto sanitário vai envolver 43% do orçamento.

O Ministério das Cidades divulgou hoje a 13 ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto relativo a 2007, que mostra o atendimento naquele ano de 94% da população urbana com água encanada. Segundo o documento, 50% desse total conta com esgoto sanitário e 32% da água passa pelas estações de tratamento. Tiscoski ressaltou que "o governo resolveu reverter essa diferença e em todos os projetos para fornecimento de água inclui esgoto e tratamento sanitário".

Ele destacou o alcance que essa prioridade significa para a saúde e o bem-estar da população mais pobre. "Os políticos já tomaram as necessidades de saneamento como uma bandeira e o tema vem sendo alvo dos planos de governo de candidatos às eleições no interior do país".

O secretário lembrou que o setor de saneamento vai ser beneficiado com a criação de marco regulatório e a instituição do Plano Nacional de Saneamento, que está sendo discutido nas áreas técnicas e que deverá estar aprovado no princípio do próximo ano. "Tudo isso está criando uma conscientização forte para que o saneamento não saia mais da pauta de dirigentes que tenham responsabilidade com saúde, saneamento e qualidade de vida", afirmou Tiscoski.

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