Atualizada às 13h16O violento terremoto da última terça-feira no Haiti é o maior desastre que a ONU já enfrentou em sua história, afirmou neste sábado a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da entidade.
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"É um desastre histórico", explicou a porta-voz Elisabeth Byrs, em Genebra. "Nunca antes na história das Nações Unidas enfrentamos um desastre deste tamanho. Não é comparável a nenhum outro", completou, ao destacar que, ao contrário da tsunami de 2004 na Indonésia, no Haiti restaram poucas estruturas locais para canalizar a ajuda estrangeira.
A ONU, que é responsável por coordenar a ajuda humanitária no local após o terremoto de 7 graus que devastou a capital Porto Príncipe, afirma enfrentar "um desafio logístico maior".
"Estamos em um país decapitado, sem estruturas políticas ou governamentais nas quais possamos nos apoiar para levar adiante os trabalhos de ajuda e resgate", acrescentou.
Segundo os números apresentados pelo ministro da Saúde haitiano, Alex Larsen, pelo menos 50 mil pessoas morreram e 250 mil ficaram feridas no terremoto. A Defesa Civil do país acrescentou que de 750 mil a um milhão de haitianos ficaram sem casa.
A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil. Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país morreram em consequência do terremoto. A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o número de mortos chega a 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou.
*Com informações das agências internacionais