|
|
15/12/2008 Inevitabilidades na política Fernando Rodrigues De Brasília Havia uma verdade absoluta no final do ano 2000 dentro do Congresso: o PFL (hoje DEM) elegeria o pernambucano Inocêncio Oliveira presidente da Câmara no início de 2001. Deu tudo errado. O então deputado Aécio Neves desafiou a escrita. Venceu. Agora, há também algumas inevitabilidades para 2010 sendo propagadas no mundinho da micropolítica. José Serra é o nome do PSDB. Dilma Rousseff ocupará a vaga petista. Heloísa Helena fará figuração no PSOL. Disputam para ser vice-presidente, em alianças diversas, Ciro Gomes e Eduardo Campos (ambos do PSB) e os improváveis Geddel Vieira Lima (PMDB) e José Roberto Arruda (DEM). Para Aécio Neves, tucanos paulistas já chegaram até a determinar (sic) o papel de vice numa chapa com José Serra. Prometem o céu ao mineiro, com tratamento vip e poder abundante -como se fosse possível ter destaque sob alguma administração serrista, exceto se for para incensar o chefe. Aécio tem dado indicações de descontentamento com o script de ator coadjuvante. O mineiro tentará o quanto for possível disputar a nomeação dentro do PSDB. Tem usado, em conversas com aliados, dois argumentos principais: 1) Serra é "bom de largada e ruim na reta final". O eleitorado procurará algo novidadeiro em 2010, a primeira eleição na qual Lula e outros dinossauros políticos não estarão listados na urna eletrônica; 2) entre os tucanos mais emplumados, Aécio se julga como o mais aparelhado na labuta de montar alianças agregadoras e abrangentes. A chance (ainda pequena) de o mineiro prosperar é o PSDB escolher seu candidato por meio de prévias. Se a direção tucana não se mexer até abril do ano que vem, as esperanças de Aécio se esvaem. Mas um prazo de quatro meses é muito tempo em política, uma arte na qual inevitabilidades não existem.
| ||||||||
|
Enquetes
Computando seu voto...
Carregando resultado
Humor - Angeli
|
![]() |