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Fernando Rodrigues



25/03/2009
A resiliência do PMDB

Fernando Rodrigues
De Brasília


Uma contabilidade das pesquisas Datafolha nas disputas estaduais para 2010 mostra, mais uma vez, a força do PMDB. Apesar de todas as acusações de corrupção e fisiologismo, esse é o mais resiliente de todos os partidos brasileiros.

Há peemedebistas em primeiro lugar ou empatados em primeiro com algum adversário em cinco das dez unidades da Federação pesquisadas. No Rio e em Minas Gerais, o PMDB é favorito isolado para vencer. No Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, a sigla tem chance real de ir ao segundo turno. Já os dois partidos hegemônicos quando se trata de disputar o Palácio do Planalto, PT e PSDB, amargam posições mais modestas. Os petistas têm apenas um franco favorito -na Bahia, onde já são governo- e alguma chance no Rio Grande do Sul.

Os tucanos estão na frente no Paraná e em São Paulo. Em solo paulista, um fato curioso a ser registrado: o favorito Geraldo Alckmin é visto com desconfiança pela cúpula do PSDB. É um caso patológico de irritação com o sucesso próprio. Falta muito tempo até a disputa de 2010 (18 meses). Também não está claro o efeito da crise econômica sobre o cenário eleitoral. Ainda assim, é notável nesse ambiente incerto o PMDB continuar com o maior número de favoritos para os governos estaduais. No mesmo balaio, deve também manter as maiores bancadas de deputados e de senadores.

O poderio peemedebista revela uma certa esquizofrenia dos eleitores. Para 37% o Congresso é ruim ou péssimo. Nas últimas semanas, os jornais foram inundados por cartas com acusações impublicáveis contra o PMDB. Mas, na hora de escolher governador, deputado ou senador, os brasileiros continuam em peso votando na sigla que amam odiar.


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