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Bush, Blair e UE são alguns dos candidatos ao Nobel da Paz
15h51 - 30/01/2004


OSLO, 30 jan (AFP) - George W. Bush, Tony Blair e a União Européia são alguns dos aspirantes ao prêmio Nobel da Paz de 2004, anunciou esta sexta-feira o Instituto Nobel, que encerrará no próximo domingo o prazo para receber as candidaturas.

Como acontece todos os anos, o prazo para a inscrição de candidatos termina no dia 1º de fevereiro. Milhares de padrinhos -- parlamentares e ministros de todos os países, pessoas já premiadas ou professores universitários, entre outros -- podem submeter a candidatura de sua preferência.

"Recebemos muitas candidaturas", declarou à AFP Geir Lundestad, diretor do Instituto e influente secretário do comitê encarregado de escolher o vencedor.

"Muitos nomes novos são propostos pelos presidentes e Chefes de Governo, outros por personalidades menos conhecidas", disse, apesar de não revelar a identidade dos candidatos, como reza a tradição.

No entanto, alguns nomes são conhecidos, já que os padrinhos têm o direito de revelar a identidade das pessoas que propõem.

Esse é o caso do presidente norte-americano, George W. Bush, assim como do primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Os dois nomes foram propostos por iniciativa de Jan Simonsen, deputado norueguês sem partido político que já integrou o Partido do Progresso (populista).

Simonsen acredita que os dois governantes devem ser recompensados pela ousadia de terem adotado a decisão necessária de iniciar uma guerra contra o Iraque sem o apoio da ONU.

Diante da incapacidade das potências ocupantes de encontrar armas de destruição em massa no Iraque, depois que a suposta existência das mesmas foi usada como principal motivo para a intervenção militar, as possibilidades de vitória de Bush e Blair parecem remotas.

Outro aspecto que diminui ainda mais as chances dos dois é o fato de o Comitê do Nobel, composto por cinco membros eleitos pelo Parlamento da Noruega, ter criticado diversas vezes a política externa do governo Bush.

A candidatura da UE foi apresentada pelo ex-premier norueguês Thorbjoern Jagland, que considera a ampliação do bloco no próximo dia 1º de maio a oportunidade ideal para reparar um esquecimento histórico, já que o Comitê do Nobel nunca premiou o processo de integração do continente.

Porém, as possibilidades da UE também são bastante reduzidas, já que o Comitê é bastante cético em relação à integração do Velho Continente. Não se deve esquecer que a Noruega não integra a UE e premiar o bloco poderia ser visto como uma tentativa de influenciar nos assuntos internos do país.

Entre outros candidatos conhecidos ou prováveis estão a colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada em seu país pelas Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (Farc) e o ex-governador de Illinois (EUA) George H. Ryan, que comutou as penas de morte em seu estado por condenações de prisão.

Também estão cotados o cubano Oswaldo Paya e o grupo de pressão para o combate contra a Aids 'Treatment Action Campaign' e seu presidente, o sul-africano Zackie Achmat.

O nome do premiado só será anunciado em outubro na cidade de Oslo.

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