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Advogados de Guantánamo são afastados após críticas, diz jornal 08h57 - 03/12/2003
Londres, 3 dez (EFE).- A equipe legal contratada para defender supostos terroristas detidos em Guantánamo (Cuba) foi afastada pelo Pentágono depois de alguns de seus membros se rebelarem contra a maneira injusta pela qual os julgamentos foram realizados, informa hoje, quarta-feira, o jornal britânico "The Guardian".
O diário afirma ainda que alguns dos membros da nova equipe legal para a defesa estão profundamente insatisfeitos com os processos, conhecidos como "comissões militares".
Dos mais de 600 detidos na base americana de Guantánamo, entre eles nove britânicos, nenhum foi acusado ou teve acesso a um advogado, acrescenta a publicação.
Mas, os Estados Unidos prometeram que pelo menos alguns dos prisioneiros seriam acusados e julgados por comissões militares, uma forma secreta de tribunal baseada em um modelo antigo que data dos anos 40, segundo o "The Guardian".
Uma vez apresentadas as acusações, o detento recebe um advogado militar, diz o jornal, seguno o qual os presos têm, em tese, o direito a um advogado civil, mas os EUA impõem obstáculos financeiros e burocráticos a isso.
O primeiro grupo de advogados militares contratados teria se queixado das normas das comissões militares, ao permitirem que o Governo escute as conversas entre o advogado e o cliente.
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