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"Aprendam com Iraque", dizem EUA a Irã, Síria e Coréia do Norte
12h28 - 09/04/2003


ROMA (Reuters) - O governo norte-americano aconselhou na quarta-feira os países acusados por ele de tentar obter armas de destruição em massa, entre os quais o Irã, a Síria e a Coréia do Norte, para "aprenderem com o Iraque".

John R. Bolton, subsecretário de Estado dos EUA para controle de armas e segurança interna, também pediu à Síria e a outros países do Oriente Médio que se abram para as "novas possibilidades" de paz na região.

"Com respeito à questão da proliferação de armas de destruição em massa no período pós-conflito, temos esperanças de que vários regimes aprendam a lição do Iraque, a lição de que a busca por armas de destruição em massa não atende a seus interesses nacionais", declarou Bolton em uma entrevista coletiva.

O subsecretário, atualmente em Roma (capital da Itália) para reunir-se com autoridades italianas e do Vaticano, mencionou nominalmente a Síria, a Coréia do Norte e o Irã ao responder sobre como seria o período pós-conflito.

O Irã disse que seu programa nuclear visava apenas a fins pacíficos. A Síria rebateu as acusações norte-americanas de que teria enviado equipamentos militares para o Iraque.

A Coréia do Norte detonou uma crise internacional ao supostamente reativar seu programa de armas nucleares.

Bolton foi questionado sobre uma pesquisa realizada nos EUA e segundo a qual metade da população do país apoiaria uma ação militar contra o Irã caso o país continue a avançar rumo à obtenção de armas nucleares. Dos entrevistados, 42 por cento disseram que os EUA deveriam investir contra a Síria caso o país estivesse ajudando o Iraque.

"Acho que a Síria chegará à conclusão de que os programas de armas químicas e biológicas levados a cabo no país devem ser deixados de lado", declarou o subsecretário.

Bolton disse que a prioridade dos EUA era "a eliminação pacífica desses programas" e que esse era o princípio básico da postura do governo norte-americano em relação ao Irã e à Coréia do Norte.



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