Bush reflete sobre guerra no Iraque durante feriado da Páscoa
11h42 - 19/04/2003
Por Patricia Wilson
CRAWFORD, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, cujas declarações públicas de fé têm causado desconfiança na Europa, lamentou no sábado a perda de vidas norte-americanas no Iraque, dizendo que os propósitos de Deus "nem sempre são claros".
Marcando os feriados religiosos da Páscoa cristã e judaica em seu discurso semanal de rádio, Bush disse que a temporada sagrada tem "um significado especial" neste ano. O presidente também comemorou a libertação de sete prisioneiros de guerra norte-americanos resgatados do norte de Bagdá.
"Este ano a Páscoa tem um significado especial para as famílias de nossos homens e mulheres em uniforme que sentem tão intensamente a ausência de seus entes queridos durante estes dias", disse Bush. "Esta temporada sagrada nos faz lembrar o valor da liberdade, e o poder de um amor mais forte que a morte."
O protestantismo evangélico de Bush, adotado por ele há cerca de 16 anos quando parou de beber, levantou questões no exterior e na mídia norte-americana sobre o quanto a religião influencia sua administração, sua atitude com relação ao Iraque e a chamada guerra contra o terror.
Os assessores dizem que Bush lê a Bíblia todos os dias, abre as reuniões de gabinete com uma oração e algumas vezes reza no Salão Oval. Durante a campanha de 2000, ele declarou que Jesus Cristo era o filósofo político ou pensador que ele mais admirava. "Porque ele mudou meu coração", explicou.
Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, Bush divide o mundo entre os bons e maus. Ele disse a jornalistas no mês passado que buscou orientação de Deus ao tomar a decisão de enviar tropas americanas para o Iraque para depor Saddam Hussein e livrar o país de armas de destruição em massa.