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Peritos em arte tentam recuperar patrimônio cultural iraquiano
14h04 - 29/04/2003


LONDRES (Reuters) - Arqueólogos de todo o mundo prometeram ajudar o Iraque a recuperar seu destroçado patrimônio nacional em uma reunião realizada na terça-feira em Londres.

Diretores dos museus de São Petersburgo, Berlim, Paris e Nova York viajaram a Londres para se reunir com Donny George, diretor de pesquisa do Museu do Iraque, e ofereceram ajuda prática para encontrar os tesouros saqueados e para restaurar as antigüidades danificadas.

O Museu Nacional Iraquiano de Bagdá, cujo acervo continha peças de valor incalculável da antiga Mesopotâmia, foi saqueado durante a onda de pilhagens que arrasou a capital iraquiana depois da queda do presidente Saddam Hussein.

"Este é, sem dúvida, o maior desastre para uma coleção nacional desde a Segunda Guerra Mundial?" disse Neil MacGregor, diretor do Museu Britânico. MacGregor reconheceu que há um mercado florescente de antigüidades da Mesopotâmia.

Os especialistas em antigüidades acreditam que quadrilhas de crime organizado podem estar por trás de alguns saques.

A Interpol montou uma operação mundial para recuperar as valiosas peças e advertiu os colecionadores de arte para que não comprem obras suspeitas de terem sido roubadas.

MacGregor disse à Rádio BBC: "George pedirá aos governos britânico e norte-americano que tomem todas as medidas para impedir esse comércio e nos permitir identificar esses objetos e devolvê-los a seu local de origem."

Os secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, disse que seu país ofereceu recompensas pela recuperação de objetos e por qualquer informação sobre seu paradeiro.

Entre os objetos desaparecidos, estão o Vaso de Uruk e a Harpa de Ur, que datam de entre 3.000 e 2.500 anos antes de Cristo.



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