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Blair diz que Bush é "muito inteligente" e que confia nele
19h26 - 01/05/2003


LOS ANGELES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, cuja proximidade com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lhe rendeu elogios de Washington e humilhação em seu próprio país, disse na quinta-feira considerar que a imagem que se tem do líder norte-americano como uma "pessoa insignificante" é "uma besteira total".

Em entrevista à revista Vanity Fair, Blair afirmou que a imagem não só era "uma besteira total", mas um "absurdo completo."

"Talvez 'franqueza' seja a melhor forma de descrevê-lo. Ele tem uma maneira muito, muito direta de dizer o que pensa de uma situação", afirmou Blair em entrevista a David Margolick.

O primeiro-ministro inglês acrescentou que Bush "é muito inteligente e não é afetado pelas muitas nuances que obscurecem significados. A boa notícia sobre Bush é que uma vez que ele realmente pensa que uma questão deve ser enfrentada, ele tem reservas enormes de coragem para fazê-lo e não será desviado."

"Eu confio nele e isso é extremamente importante no nosso nível de política", disse Blair, um aliado de Bush na guerra do Iraque.

O primeiro-ministro britânico defendeu sua amizade com Bush e com seu predecessor, Bill Clinton, dizendo: "Eles são muito diferentes, mas e daí? Todos nós temos amigos diferentes."

Com relação às fortes crenças religiosas dele de Bush, Blair disse: "Não posso dizer que nós discutimos isso, mas é uma coisa que compartilhamos".

Embora Blair tenha negado que ele e Bush rezaram juntos, Margolick disse que alguém próximo de Blair lhe informou que eles provavelmente o fizeram.

Blair, que foi ridicularizado em casa como sendo o poodle de Bush por apoiar a guerra no Iraque, defendeu a ação. "Acho que fizemos a coisa certa, acho que estamos indo no caminho certo, mas eu agora já passei para o problema seguinte, que é assegurar que as coisas sejam solucionadas depois do confronto."

Na entrevista, Blair se autodenominou um "firme" aliado de Israel, uma posição minoritária na Câmara dos Deputados britânica, segundo Margolick.

De acordo com Margolick, o parlamentar trabalhista Tam Dalyell, o mais antigo integrante do Parlamento britânico, teria dito que considerava Blair excessivamente influenciado por um bando de conselheiros judeus.



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