Publicidade



:
China e Japão, cruzando a fronteira
Entrosada, defesa do Brasil não pode falhar contra o Paraguai, diz Parreira
Lucro da Eletrobrás cai 71% e fica em R$ 323 milhões em 2003
MSN reformula portal para brigar com Google e Yahoo!
'Scooby-Doo 2' lidera bilheterias dos EUA no fim de semana
Índia de Roraima vai à OEA contra governo brasileiro

Envie esta
notícia por email
Índice

EUA pedirão à ONU para controlar petróleo iraquiano
08h32 - 09/05/2003


Por Evelyn Leopold

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha vão apresentar na sexta-feira ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta de resolução que suspende 12 anos de sanções contra o Iraque e garante aos dois países o controle sobre o petróleo iraquiano durante pelo menos um ano.

Na prática, o texto relega a ONU e outros países a um papel secundário no Iraque, de mero aconselhamento. Pela proposta, ao longo de quatro meses o programa da ONU que prevê a troca de petróleo iraquiano por alimentos seria gradativamente desativado.

EUA, Grã-Bretanha e Espanha (que também patrocina a resolução) querem que a votação aconteça até 3 de junho, quando o programa de petróleo da ONU precisa ser renovado. Sem a adoção da resolução, nenhuma entidade em Bagdá -- seja iraquiana, norte-americana ou mesmo da ONU -- teria autorização para comercializar o petróleo iraquiano.

Os EUA contam com o apoio de Rússia, França, China e Alemanha, países que se opuseram com firmeza à guerra, mas desta vez, segundo diplomatas, estariam pouco interessados em um novo confronto político.

Mesmo assim, o texto, considerado "duro" pelos que o viram, deve sofrer alterações por parte da França e da Rússia, que defendem algum tipo de papel para a ONU no Iraque até que um governo local seja estabelecido.

Além disso, a maioria dos países do Conselho -- inclusive a Grã-Bretanha -- defende o retorno dos inspetores de armas da ONU ao Iraque, uma medida que aparece em 16 resoluções anteriores como um pré-requisito para a retirada das sanções, impostas quando o Iraque invadiu o Kuweit, em 1990. A proposta apresentada pelos EUA ignora essa restrição.

Pela proposta norte-americana, subscrita por Espanha e Grã-Bretanha, o lucro do petróleo iraquiano seria depositado em um "fundo de assistência" com fins humanitários e de reconstrução. Esse dinheiro ficaria à disposição do Banco Central iraquiano, hoje dirigido pelo ex-subsecretário do Tesouro dos EUA Peter McPherson.

Esse fundo teria um conselho consultivo e de auditoria que incluiria nomes indicados pela ONU e por outros organismos internacionais, como o FMI e o Banco Mundial.

Mas as decisões sobre como gastar o dinheiro estariam, afinal, nas mãos de norte-americanos e britânicos. Os EUA prometem abandonar essa função quando "um novo governo for adequadamente constituído e (for) capaz de cumprir suas responsabilidades", o que pode levar anos. A resolução seria automaticamente renovada dentro de um ano, caso o Conselho não decida em contrário.

A resolução pede ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que nomeie um "coordenador especial" para supervisionar a ajuda humanitária e "as atividades de reconstrução" no Iraque. As tarefas específicas desse coordenador aparecem de forma vaga -- colaboração no estabelecimento de instituições, promoção de direitos humanos, reforma do Judiciário e criação de uma força policial.

Apesar de desmantelar o programa de petróleo da ONU, a resolução prevê o cumprimento dos "contratos civis prioritários" já estabelecidos. Ao ser derrubado, o antigo regime deixou pendentes contratos no valor de 13 bilhões de dólares, no âmbito do programa petróleo por comida.

Esse programa foi criado na década passada para aliviar o impacto das sanções econômicas sobre a população. Ele prevê uma exceção no embargo que permita ao Iraque vender petróleo, sua principal fonte de renda. O dinheiro resultante é depositado em uma conta da ONU, que decide que bens os iraquianos podem comprar -- comida, remédios e outros gêneros de primeira necessidade.



Índice
LEIA SÓ
NOTÍCIAS DE:
Folha Online
UOL News
UOL Esporte
UOL Economia
UOL Tablóide
Mundo Digital
Veja Online
Vestibuol
UOL Diversão e Arte
UOL Música
Exame
BBC
The New York Times
Cox News Service
El País
Financial Times
Le Monde
Hearst Newspapers
The Boston Globe
TNYT News Service
USA Today
Consultor Jurídico
AFP Internacionais
AFP Negócios
AFP Esporte
AFP Diversão
Reuters Geral
Reuters Negócios
Reuters Esporte
Reuters Diversão
Lusa
UOL Rádios e TVs
UOL Corpo e Saúde
Notícias sobre o UOL
Reuters Limited - todos os direitos reservados. O conteúdo Reuters é de propriedade intelectual da Reuters Limited.
Qualquer cópia, republicação ou redistribuição do Conteúdo Reuters, inclusive por armazenamento rápido, enquadramento
ou outros meios semelhantes, estão expressamente proibidas sem o consentimento prévio por escrito da Reuters.
A Reuters não será responsável por quaisquer erros ou atrasos no Conteúdo,
ou por quaisquer medidas tomadas na ocorrência fos fatos ora descritos.