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Natalidade bate recorde de queda nos EUA
20h15 - 25/06/2003


WASHINGTON (Reuters) - A taxa de natalidade nos Estados Unidos caiu a seu nível mais baixo desde que essa estatística começou a ser feita. Os casos de gravidez entre adolescentes diminuíram, mas nunca houve tantas mães solteiras dando à luz, segundo os dados oficiais divulgados na quarta-feira.

As estatísticas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram ainda um aumento no nascimento de bebês abaixo do peso ideal em 2002. Isso pode ser uma consequência da difusão dos tratamentos de fertilidade, que levam ao nascimento de gêmeos.

Em 2002, 4,019 milhões de bebês nasceram nos Estados Unidos, 6 mil a menos que em 2001, informou o CDC em seu relatório anual sobre o assunto. A taxa de natalidade ficou em 13,9 por mil habitantes, abaixo dos 14,1 de 2001. Esse número é 17 por cento inferior ao recorde registrado em 1990, de 16,7 partos por mil habitantes.

Mais de um terço dos partos foram feitos por mães solteiras, o que reflete o aumento do contingente dessas mulheres na população.

Além disso, caiu também a proporção de mulheres em idade fértil, por causa do envelhecimento geral dos norte-americanos. Mas mesmo as mulheres que podem estão tendo menos filhos.

"A taxa de natalidade para mulheres na faixa dos 20 ou 30 e poucos anos foi em geral baixa, enquanto os partos de mães mais velhas (de 35 a 44 anos) continuam crescendo. As taxas ficaram estáveis para mulheres acima de 45", disse o CDC em um comunicado.

"A taxa de natalidade entre adolescentes caiu em 2002, mantendo um declínio que começou em 1991", acrescentou o texto. Para as jovens de 15 a 19 anos, a taxa ficou em 43 partos por mil pessoas, queda de 5 por cento em relação ao ano anterior e de 28 por cento em relação a 1990.

"O declínio na taxa de natalidade para adolescentes mais jovens, de 15 a 17 anos, é ainda mais substancial, caindo 38 por cento em relação a 1990", disse o CDC. Para a faixa etária imediatamente superior (18 ou 19 anos), a redução foi de 18 por cento no período.

Mas o número de bebês que nascem abaixo do peso ideal (2,5 quilos) cresceu ligeiramente e atingiu 7,8 por cento do total, o maior número em 30 anos. "Além disso, a quantidade de partos prematuros (com menos de 37 semanas de gestação) cresceu ligeiramente em relação a 2001, de 11,9 para 12 por cento", disse o CDC.



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