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Banco Mundial pede ação contra corrupção em governos
11h06 - 11/12/2003


Por Adriana Barrera

MERIDA, México (Reuters) - O Banco Mundial pediu na quarta-feira para os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) ajudarem a acabar com os escândalos multimilionários de corrupção em governos.

Cerca de 5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial é perdido com a corrupção, disse o Banco Mundial durante uma conferência da ONU em Merida.

Os países precisam rever os financiamentos de campanhas políticas e fazer que seus governos sejam mais abertos à fiscalização, em parte para atrair investimentos estrangeiros, afirmou Daniel Kaufmann, do Bando Mundial.

Até agora, 70 países assinaram a convenção da ONU contra corrupção, destinada a ajudá-los a recuperar dinheiro desviado por líderes inescrupulosos e escondido em bancos estrangeiros.

México e Estados Unidos estão entre os primeiros países que assinaram o tratado durante o fórum de três dias, que termina nesta quinta-feira. Mais de 90 nações deverão aderir ao pacto, de um total de 125 membros.

A proposta para a convenção criminaliza propinas, lavagem de dinheiro e desvio de fundos públicos.

Segundo o tratado, bens adquiridos de maneira ilegal podem ser confiscados e autoridades foragidas, extraditadas. Os países seriam obrigados a prevenir corrupção em vez de somente processar os acusados.

Mas o tratado não torna obrigatória a criação de novas leis anticorrupção ou a punição de países que não o cumpram.

A convenção entrará em vigor quando 30 países ratificarem-na. Segundo autoridades da ONU, isso pode levar dois anos.



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