Consulado brasileiro na ilha da Madeira foi danificado pelas enchentes

Thiago Chaves-Scarelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O consulado brasileiro na ilha da Madeira (Portugal) foi afetado pelas chuvas e pelas enchentes que atingiram a região no último sábado e desde então se encontra fechado ao público, segundo informou nesta terça-feira ao UOL Notícias um funcionário da representação diplomática.

Veja localização da ilha portuguesa

“Estamos em uma região que foi bastante destruída pelas enchentes. O consulado sofreu danos elevados, estamos trabalhando o dia inteiro para retirar a lama e as pedras que invadiram o lugar”, afirmou o funcionário Antonio Henriques, por telefone, desde a cidade de Funchal. “No dia da enchente, felizmente o consulado estava vazio, o desastre poderia ter sido muito maior”.

“Por causa dessa situação, o consulado está fechado ao público”, explicou Henriques, indicando que informações sobre trâmites consulares tradicionais podem ser consultadas por telefone (+351 291 227 250).

Em Brasília, o Itamaraty confirmou que está acompanhando a situação da representação e dos brasileiros na ilha.

De acordo com números oficiais do governo português, cerca de 1.800 brasileiros vivem na ilha da Madeira; o consulado estima 2.800.

“Parecia o Haiti”

“Depois da chuva, parecia o Haiti, as ruas cheias de lama, cheias de pedra”, afirma a brasileira Marisol Chicaro para descrever o cenário da cidade de Funchal após as enchentes do último sábado.

Segundo os meteorologistas, o volume de água daquele dia superou sozinho a expectativa para todo o mês. “Foi uma chuva excepcional”, lembra Marisa, que gerencia um restaurante voltado ao público brasileiro na capital da ilha da Madeira.

“Estávamos no restaurante, era uma festa que a gente faz no fim da semana de carnaval. Aqui não fomos afetados, mas um dos músicos que iria tocar naquele dia telefonou chorando, dizendo que não poderia trabalhar, que a rua da sua casa tinha desaparecido com a água”, contou a brasileira ao UOL Notícias.

Segundo informações oficiais, 42 pessoas morreram e 250 estão desalojadas em decorrência das chuvas na ilha portuguesa.

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