Forte terremoto deixa ao menos 400 mortos e 10 mil feridos na China; 900 são resgatados
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
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Atualizado às 14h07
Pelo menos 400 pessoas morreram e 10 mil ficaram feridas em decorrência de um terremoto que atingiu nesta quarta-feira (14) a província ocidental de Qinghai, no noroeste da China, de acordo com balanço da agência estatal chinesa Xinhua. Já a rede de TV estatal Central China (CCTV), afirmou que mais de 900 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
De acordo com a Administração Sismológica Chinesa, o tremor de magnitude 7,1 ocorreu às 7h49 no horário local (20h49 de terça-feira em Brasília). Porém, o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS) informa que a magnitude do terremoto teria sido de 6,9 pontos na escala Richter, seguido por outros dois tremores de menor intensidade.
A entidade chinesa, sediada em Pequim, informa que o epicentro do tremor aconteceu no distrito de Yushu, na província autônoma tibetana de mesmo nome, a 33 quilômetros de profundidade.
A Xinhua informa que milhares de pessoas estão sob os escombros do terremoto e que pelo menos mil soldados do Exército e 5.000 socorristas serão enviados aos pontos atingidos pelo abalo. Os hospitais da província estão superlotados e com número insuficiente de médicos.
Cerca de 700 soldados já estão no local da tragédia e participam das buscas por pessoas soterradas. Um porta-voz da secretaria de emergência da província de Qinghai afirma que autoridades ainda avaliam o tamanho real da tragédia e temem que o número de vítimas possa ser muito maior, em virtude do horário dos abalos. "Era muito cedo e as pessoas ainda estavam em suas casas", disse ele.
O vice-premiê Hui Liangyu foi às pressas para a região atingida.
Mais de 85% das casas em Gyegu (cidade próxima do epicentro do terremoto) foram destruídas pelo terremoto, disse Zhuohuaxia, representante da prefeitura de Yushu, à agência Xinhua."As ruas em Gyegu foram tomadas pelo pânico e por pessoas feridas", relatou.
O governo chinês anunciou o repasse de 200 milhões de yuan (cerca de US$ 30 milhões) para atender os atingidos pelo terremoto. Segundo a Embaixada da China em Brasília, é pequena a possibilidade de brasileiros terem sido vítimas do terremoto, já que a região do sismo é pouco habitada, de difícil acesso e ocupada principalmente por minorias étnicas.
Os brasileiros, de acordo com o órgão, residem sobretudo em Pequim, Xangai e nas grandes cidades do sul da China.
O governo brasileiro transmitiu sua solidariedade às famílias das vítimas e manifestou seu pesar ao povo chinês.
Resgate precário
Relatos de várias agências internacionais informam que falta equipamento para o resgate das vítimas e os soldados usam as mãos para recolher os entulhos gerados pelos desabamentos.
“Muitos estudantes ficaram presos sob os escombros de uma escola vocacional derrubada", disse à Xinhua o assessor da prefeitura Tibetana Autônoma de Yushu. "Há feridos por toda a parte. Faltam barracas, equipamentos médicos, remédios e médicos", afirmou.
Local do tremor
A Administração Sismológica Chinesa informou que o tremor de magnitude 7,1 ocorreu às 7h49 no horário local (20h49 de terça-feira, em Brasília), no distrito de Yushu, que fica na província de Qinghai
"Nossa unidade resgatou mais de 900 pessoas dos escombros", disse Yan Junfu, um oficial do exército em Yushu.
Os condados de Yushu e Jiegu foram os mais atingidos pelos tremores desta manhã. Moradores locais contam que viram diversas casas e templos desabando. A agência chinesa diz que 85% das residências de Jiegu desabaram, obrigando o governo central do país a deslocar equipes de resgate de várias partes para atender as vítimas.
O sistema de telecomunicações da província entrou em colapso. Os telefones estão completamente mudos e as estradas que fazem a ligação com o aeroporto local foram gravemente prejudicadas.
O frio na região é intenso, e as pessoas que saíram às ruas com medo de novos abalos têm de enfrentar mais esta adversidade.
Localização
A província de Qinghai faz fronteira com o Tibete e é habitada principalmente por tibetanos, mongóis, hui (muçulmanos) e chineses da etnia majoritária han, e foi uma das zonas afetadas pelo terremoto de maio de 2008 que sacudiu o norte da vizinha província de Sichuan, deixando cerca de 90 mil mortos e desaparecidos. Na ocasião, cinco milhões de pessoas perderam suas casas no tremor.
O oeste da China, com grandes cadeias montanhosas como o Himalaia, é zona de frequente de terremotos, embora muitos deles aconteçam em áreas pouco povoadas ou desabitadas.
*Com informações das agências internacionais
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