Pedra expelida por vulcão mata jornalista na Guatemala; erupção deixa 3 desaparecidos e 20 feridos

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O jornalista do "Canal 7" da Guatemala Aníbal Archila morreu atingido por uma pedra expelida pelo vulcão Pacaya, na Guatemala. Três crianças de 7, 9 e 10 anos desapareceram e 20 pessoas ficaram feridas.

O corpo de Archila, de 32 anos, foi localizado com queimaduras e múltiplas fraturas ocasionadas pela pedra que o atingiu enquanto cobria ontem à noite a erupção do vulcão, que também está lançando lava, areia vulcânica e cinzas e é situado a cerca de 50 quilômetros ao sul da capital guatemalteca.

Um grupo de bombeiros voluntários informou que, depois de localizar o corpo de Archila, foram obrigados a suspender a busca por três crianças menores de 10 anos que estão desaparecidas, devido à chuva e à escuridão.

O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, decretou "estado de calamidade" em três departamentos do país por causa da erupção do vulcão .

O comunicado emitido pelo governo explica que o decreto terá duração inicial de 15 dias, com possibilidade de prorrogação, e suspende algumas garantias constitucionais como a livre organização e circulação, assim como espetáculos e manifestações públicas.

As patrulhas de resgate localizaram o corpo calcinado do jornalista que estava cobrindo a erupção do vulcão de 2.552 metros acima do nível do mar e localizado 50 km ao sul da capital.

  • Arte UOL

    O governo da Guatemala declarou na noite desta quinta-feira (27) estado de calamidade pública na zona central do país devido à erupção do vulcão Pacaya, situado 50 km ao sul da capital guatemalteca

Dois cinegrafistas do mesmo canal conseguiram escapar, mas sofreram queimaduras, segundo informou outro profissional da informação, explicando que seu colega não conseguiu escapar da chuva de pedras candentes que caiu sobre o veículo em que viajava.

O diretor executivo da Coordenação para a Redução de Desastres (Conred), Alejandro Maldonado, informou a evacuação de 1.600 pessoas, das quais 600 foram alojadas em albergues.

A Direção de Aeronáutica Civil suspendeu os voos no aeroporto internacional da capital, informou a porta-voz da entidade, Mónica Monge, explicando que essa medida foi tomada para evitar um acidente aéreo, já que a pista foi tomada por cinzas vulcânicas.

Agora os pilotos devem desviar suas naves para aeroportos alternativos.

A erupção provocou grandes colunas de fumaça, assim como a emissão de nuvens de cinzas e areia que chegaram ao centro histórico da capital guatemalteca e cobriram as ruas com uma camada de até três centímetros, provocando pelo menos 20 acidentes de trânsito.

Ante a magnitude da erupção, a Conred ordenou um alerta vermelho nos arredores do vulcão.

O diretor do Instituto Sismológico, Eddy Sánchez, pediu para que a população mantenha a calma e advertiu que o vulcão ainda tem muita energia, o que fará com que a atividade de fluxos de lava e expulsão de cinzas continue por algum tempo.
 

* Com agências internacionais

 

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