Crise no mundo árabe

Organização cruza fronteiras para levar medicamentos aos feridos na Líbia

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Seis pessoas da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) cruzaram nesta quinta-feira (24) a fronteira do Egito com a Líbia para levarum caminhão com remédios e outros materiais médicos a áreas onde há relatos de feridos nos confrontos entre opositores e forças de segurança do governo líbio.

A prioridade da organização é chegar a Trípoli, capital da Líbia, onde o governo usou caças para reprimir as manifestações contrárias ao regime de Muammar Gaddafi.

Antes, dois integrantes da organização foram barrados na fronteira com a Tunísia, quando tentavam entrar na Líbia com medicamentos.

Um outro caminhão com suprimentos médicos, incluindo materiais cirúrgicos, já está a caminho da fronteira entre Egito e Líbia para reforçar o atendimento aos feridos.

O número de mortos nos confrontos na Líbia ainda é incerto. O embaixador especial da França para questões de direitos humanos, François Zimeray, disse hoje que há evidências de que o líder líbio Muammar Gaddafi cometeu crimes contra a humanidade, e que até 2.000 pessoas foram mortas na atual revolta contra ele.

O último balanço divulgado pela Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH) aponta que pelo menos 640 pessoas morreram nos confrontos.

Na terça-feira (22), o governo líbio informou que 300 pessoas morreram nos confrontos dos últimos dias em várias cidades do país, sendo 189 civis e 111 membros das forças de segurança. É o primeiro balanço oficial do regime desde que a revolta popular começou, há uma semana.

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