Companhia aérea diz que alerta sobre vulcão islandês é "invenção" de autoridade britânica

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A companhia aérea europeia Ryanair questionou nesta terça-feira a decisão da Autoridade de Aviação Civil (CAA, na sigla em inglês), órgão com sede no Reino Unido, de impedir chegadas e decolagens na Escócia, devido à nuvem de cinzas provocadas pelo vulcão islandês Grimsvötn, e disse que o risco à segurança é uma "invenção" das autoridades britânicas.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, a Ryanair disse em um comunicado que a situação não é tão grave quanto o órgão diz e pediu que os voos com saída e chegada à Escócia fossem liberados. Além disso, a Associação Internacional de Transporte Aéreo disse, segundo o jornal, que o órgão britânico não tem um plano pronto para monitorar o espaço aéreo.

Em um comunicado, a companhia disse que um de seus aviões realizou voos de Glasgow a Prestwick, depois para Inverness, de Aberdeen para Edimburgo, áreas onde segundo a CAA havia uma forte concentração de cinzas.

"Não havia nenhuma nuvem de cinza vulcânica visível ou a presença de qualquer nuvem de cinzas, e uma inspeção posterior ao voo mostrou que não houve qualquer dano à aeronave, na fusilagem e na parte mecânica. (...) Isso mostra que não existe risco à segurança nessa mítica 'zona vermelha', outra invenção do Escritório de Meteorologia do Reino Unido e da CAA", diz o comunicado.

A nuvem de cinzas do vulcão islandês Grimsvötn forçou nesta terça-feira o cancelamento de mais de 500 voos.

A British Airways, a holandesa KLM, a irlandesa Air Lingus e a companhia de baixo custo Easyjet suspenderam seus voos com partidas ou chegadas na Escócia. As companhias aéreas também cancelaram voos entre Newcastle, Belfast e Dublin, à espera de melhores condições. A Ryanair e a Easyjet tiveram que cancelar alguns voos da Espanha para Edimburgo e a Glasgow, segundo seus sites.

O Escritório Meteorológico da Islândia informou que a atividade do Grimsvötn está em queda pelo segundo dia consecutivo, enquanto a altura da coluna de fumaça vulcânica foi reduzida dos 20 mil metros iniciais a cerca de 5 mil metros.

França descarta fechar espaço aéreo

A França informou nesta terça-feira que não trabalha com a ideia de fechar seu espaço aéreo devido à nuvem de cinzas expelidas pelo vulcão islandês Grimsvötn.

"Até o momento a cinza projetada na atmosfera se dispersou devido ao vento e não chegaram em grande medida à França. As previsões para os próximos dias são otimistas, e o céu francês não deve ser afetado a não ser de modo muito pequeno", disse a direção geral da Aviação Civil da França, em um comunicado.

O órgão destacou que a segurança dos voos não estpá comprometida, mas pediu que as companhias aéreas façam uma avaliação do cenário antes de decolarem nos espaços afetados pelas cinzas.

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