Ataque de avião americano não tripulado mata pelo menos 8 insurgentes no Paquistão

Do UOL, em São Paulo

Um ataque de um avião americano não tripulado matou neste sábado (5) ao menos oito insurgentes e feriu várias pessoas em um distrito tribal no Paquistão, próximo à fronteira com o Afeganistão, segundo fontes locais de segurança.

Uma autoridade policial informou à agência AFP na cidade paquistanesa de Peshawar que “esse número pode aumentar”.

Dois mísseis atingiram um complexo em Shawal, a 70 km oeste de Miranshah, principal cidade do Norte do Waziristão, o mais importante reduto insurgente na região noroeste semi-autônoma do país.

Washington considera a área o principal foco da atuação do talibã e da Al-Qaeda, onde os ataques ao Ocidente e ao Afeganistão seriam planejados.

Dois oficiais em Miranshah confirmaram o ataque e o número de mortos e acrescentaram que os insurgentes usavam o complexo como centro de treinamento.

Segundo a emissora de televisão local "Geo", outros quatro aviões não tripulados dos Estados Unidos sobrevoaram a área após o ocorrido, o que atrasou os trabalhos de resgate das vítimas, cujas identidades são desconhecidas.

Operações desse porte são frequentes no oeste do Paquistão, fronteiriço com o Afeganistão, e reduto tradicional de grupos fundamentalistas que atuam dos dois lados da divisa.

Os alvos são os líderes desses grupos armados, mas os bombardeios também causam baixas entre a população civil, segundo organizações de defesa dos direitos humanos. Por conta disso, as operações são altamente impopulares no país, onde são consideradas uma violação da soberania.

Uma comissão parlamentar paquistanesa exigiu recentemente o fim dos ataques com drones no território paquistanês, como parte de suas recomendações sobre a relação com os Estados Unidos.

Os Estados Unidos não deram nenhuma indicação de que pretende suspender as operações, e a administração do presidente, Barack Obama, disse que o uso do avião pilotado remotamente é legal sob a lei internacional.

Paquistão e Estados Unidos tentam reparar uma séria crise em suas relações após o controverso ataque americano no ano passado que matou Osama bin Laden e outro que mataram 24 soldados paquistaneses.

(Com agências internacionais)

 

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